Sem medo de serem chamados de “CDFs”, três vestibulandos de Bauru mergulharam nos estudos em 2006. O resultado: aprovação nos mais concorridos cursos do País. Agora que se preparam para o início das aulas, Rafael Bispo Paschoalini, José Eduardo Marques Filho e Rodrigo Cava Pereira dão suas dicas para quem vai começar a se preparar para a próxima maratona de vestibulares.
Os três já exibem orgulhosos as cabeças carecas, um dos mais tradicionais trotes aplicados pelos veteranos. Cada um escolheu cursinhos diferentes, universidades distintas e rotinas diferentes. Em comum, disciplina e perseverança para se tornarem as feras dos vestibulares de 2006. Paschoalini, aos 19 anos conseguiu aprovação para cursar medicina na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Faculdade de Medicina de Marília (Fanema) e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) – cujo processo seletivo é feito pela Unicamp.
Ele optou pela Unesp e já está montando seu apartamento em Botucatu. O ex-vestibulando, agora universitário, conta que durante o ano passado concentrou esforços para as provas. “Foi dedicação total e exclusiva aos estudos”, lembra. Além das aulas do cursinho do colégio Fênix, Paschoalini, que mora em Lençóis Paulista, dedicava muitas horas de estudo em casa. “Além de acrescentar muito em conteúdo, o cursinho me deu mais segurança. No final do colegial eu estava muito nervoso e fazer o cursinho ajudou bastante esse lado psicológico”, conta.
Para conseguir a aprovação em medicina na Universidade de São Paulo (USP), na Famerp e na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marques Filho, 18 anos, se dedicou muito. Ele fez cursinho preparatório no Preve/Objetivo e ainda mantinha uma rotina diária de até seis horas de estudo. “Tem que manter uma regularidade”, explica. Porém, as noites de sábado era dedicadas ao descanso. “Saía para arejar, distrair. Tem que se dar um tempo, também”, recomenda.
Para ele, pior que as provas, somente a espera pelos resultados. “Foram 30 dias desgastantes. Você dorme e acorda só pensando nisso”, lembra. Mas Marques Filho garante que as aprovações compensaram todo o trabalho. De mudança para Ribeirão Preto, onde fica o câmpus de medicina da USP no Interior, ele conta que a decisão de tentar entrar num dos cursos mais difíceis do País foi uma inspiração que veio de casa. Sua mãe é enfermeira e o pai, médico.
Já Pereira, com apenas 17 anos, do ensino médio do Seta foi direto para a universidade. Porém, aliava as aulas do 3º ano com o extensivo oferecido pelo seu colégio. Ele foi aprovado pela Universidade de Campinas (Unicamp), USP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em ciências da computação e na Unesp em sistemas de informação.
Para conseguir conciliar colégio e cursinho, a rotina de Pereira foi dura. Fazia o ensino médio até as 12h30, estudava das 14h às 17h e depois fazia o extensivo das 19h às 22h. “Julho foi o mês mais complicado. Achei que não fosse conseguir manter o ritmo e pensei em desistir. O apoio dos meus pais foi fundamental nessa hora”, lembra. Ser aprovado em tantos vestibulares foi uma recompensa na avaliação do jovem, que agora se prepara para as aulas da USP de São Carlos.
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Dicas
Para quem está começando a se preparar para os vestibulares, os três universitários dão suas dicas. Paschoalini ressalta a importância de manter a tranqüilidade. “Não se sinta pressionado. O vestibulando, mesmo tendo apoio dos pais, se cobra muito. Minha dica é ficar o mais calmo possível”, aconselha. Marques Filho sugere manter uma rotina de estudos.
“Tente manter essa regularidade. Vá atrás do seu sonho e faça por merecer”, diz. Já Pereira aconselha os vestibulandos a perseverar. “Não pode desistir. Tem que lutar muito porque vale a pena”, garante. “E estude muito”, ressalta o universitário.