João Francisco dos Santos, 39 anos, que tomava conta de um ferro-velho no momento da fiscalização ontem, não soube revelar a procedência nolocal dos objetos apreendidos e afirmou que sua cunhada seria a proprietária do estabelecimento. “Há cerca de 20 dias, um rapaz que trabalha num sítio trouxe o material alegando que seria uma doação que ele havia recebido de seu patrão”, conta.
No Jardim Carolina, a Seplan interditou um ferro-velho irregular. Segundo um fiscal do órgão, o estabelecimento, localizado na quadra 2 da rua Guilhermino dos Santos Ascenção, foi notificado em outubro do ano passado e não cumpriu o prazo determinado para efetuar a regularação dos documentos necessários para o funcionamento. Como o proprietário estava ausente, o informação seria publicada no Diário Oficial do Município de hoje.
Ao divulgar o resultado da operação, o delegado do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), Marcelo Haddad, avaliou que a ação policial foi bastante positiva. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho e novas operações como essa já estão sendo programadas”, diz. “Acredito que a população está sentindo que a esse comércio é fiscalizado pela polícia. Além disso, os comerciantes vão pensar duas vezes antes de adquirir um produto que não conhecem a origem”, avalia Haddad.
Portaria
A Polícia Civil de Bauru baixou, no final de janeiro, uma portaria com objetivo de combater com mais ênfase a incidência de furtos de peças metálicas. Todos os estabelecimentos que atuam no ramo serão cadastrados individualmente pela polícia. Além disso os proprietários passarão a ser obrigados a emitir notas ficais de entrada e saída dos objetos comercializados (uma forma de detectar a venda de produtos ilegais) e apresentá-las às autoridades policiais no ato da fiscalização. Estima-se que os ferros-velhos receberão pelo menos uma visita policial a cada 15 dias.