Regional

Lençóis teme epidemia de dengue

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - Após oito anos sem casos de dengue na cidade, a Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) amarga o retorno de um caso autóctone da doença.

No momento, a Diretoria aguarda o resultado de três casos suspeitos. Um deles é do paciente do caso autóctone, que já teve o resultado positivo. No entanto, o exame foi feito por um laboratório particular e, para efeito de notificação, tem de ser refeito pelo laboratório oficial, o Instituto Adolfo Lutz.

O paciente é morador no bairro Santa Cecília. Nos outros dois casos suspeitos, os pacientes residem na Vila Cecap e no Jardim Morumbi. Dois casos importados da doença já haviam sido confirmados neste mês. Conforme noticiou o JC, um morador da Vila Antonieta 2 apresentou os sintomas após viagem ao Estado de Mato Grosso e outro, do Parque Rondon, contraiu a doença em Dracena.

Cerca de 80 agentes comunitários de saúde de Lençóis Paulista estão mobilizados no bloqueio contra o mosquito Aedes aegypti. O esforço, segundo o diretor de Saúde do município, Norberto Pompermayer, é para evitar uma epidemia de dengue na cidade. Os agentes estão realizando o bloqueio em três bairros, nos quarteirões próximos dos locais onde moram ou trabalharam os pacientes com os sintomas.

Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, em 1998, a cidade chegou a registrar 18 casos de dengue autóctone.

Iacanga tem suspeita

Orgulhosa por não ter registrado nenhum caso de dengue nos últimos cinco anos, Iacanga (50 quilômetros de Bauru) aguarda o resultado do exame sorológico que pode confirmar ou não se uma moradora do bairro Paraíso está com a doença.

A jovem, de cerca de 25 anos, teria ido passear na casa das avós, em Pereira Barreto, e, ao retornar à sua cidade, passou a sentir alguns sintomas característico da doença.

Os sintomas apareceram na semana passada. Ela foi internada e teve alta hospitalar ontem. Segundo a Coordenadoria de Saúde do município, já foi feito o procedimento de bloqueio preventivo no quarteirão da residência da paciente suspeita. “Ela ainda é suspeita porque nós colhemos a sorologia e ainda não veio o resultado”, explicou a auxiliar de enfermagem Maria José Dias, do Centro de Saúde.

Anteontem, foi enviado a amostra de sangue da moradora para o laboratório Adolfo Lutz, em Bauru, que deve emitir o resultado dentro de 10 dias.

O site do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, na Internet, aponta um caso autóctone da doença em 2001 em Iacanga. Ou seja, naquela ocasião a pessoa contraiu dengue na própria cidade. Dessa vez, se confirmado o caso suspeito, a doença foi importada.

Segundo Dias, a família da jovem teria suspeitado de que ela pudesse estar com dengue porque uma vizinha dos parentes, em Pereira Barreto, estava com a doença. “Quando ela veio de volta, na semana passada, começou a ter alguns sintomas. Teve um outro caso suspeito, neste ano, mas o resultado deu negativo”, explica a auxiliar.

Segundo a coordenadora de Saúde, Regina Ticianelli, as campanhas de prevenção são constantes. “Nós fazemos o trabalho de prevenção o ano inteiro, mas quando começam as chuvas nós intensificamos”, diz.

A Vigilância Epidemiológica, explicou que atualmente cerca de 15 agentes fazem o trabalho preventivo, no entanto, não soube informar qual foi o último Índice de Breteau (IB) (que mede a infestação de larvas do mosquito Aedes aegypt) na cidade.

Sete agentes de saúde trabalham atualmente no Centro de Saúde. De acordo com o agente de saneamento Valentin Francisco dos Santos, as visitas de casa-em-casa, para identificar os possíveis criadouros de larvas, também conta com a ajuda de seis agentes do Programa Saúde da Família (PSF).

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