JC Criança

Pequenos foliões

Clarissa Castiglione
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Música, serpentina, fantasias e confete são alguns itens que não podem faltar no Carnaval dos adultos e também dos baixinhos. Durante quatro dias, a festa do Momo reina absoluta e toma conta do Brasil. É nessa época que a maioria das pessoas aproveita para usar máscaras, enfeites bem coloridos, plumas, paetês, muita maquiagem e roupas extravagantes, que não usariam no dia-a-dia.

Esse clima contagia a criançada, que assume gostar de pular o Carnaval à caráter. É o caso de Gabriel Ciocca Novaes, que tem 4 anos e está todo empolgado para a festa. Ele estuda na escola Pinóquio e diz que vai brincar “um monte” ao som das músicas da Xuxa. Já Arthur, de 8 anos, confessa que gosta de pular Carnaval e que já escolheu sua fantasia preferida, a de Caveira.

Isadora Danuncio Sanches, 5 anos, estuda no Colégio São José e escolheu a fantasia de princesa para pular ao som do RBD. Isadora também gosta de se maquiar com sombra e batom e conta que irá combinar a maquiagem com a fantasia escolhida.

Ana Claudia Assis e Aline Novaes, mãe de Arthur e Gabriel e proprietária da loja Catavento, afirma que a criançada entra na loja e sai vestida com as fantasias escolhidas. Entre as opções para a garotada, estão as de fada, princesa, odalisca, Power Ranger, Superpoderosas, bruxa, Minnie, Mickey e pirata.

Mas não é de hoje que crianças e adultos se fantasiam para brincar o Carnaval. O costume é tão antigo que nem é possível definir quando surgiu. Na verdade, ele é uma mistura de costumes de muitos povos. No Brasil, é a maior festa popular, realizada todos os anos durante os quatro dias que precedem a Quarta-feira de Cinzas. Atualmente o Carnaval do Rio de Janeiro é considerado um dos mais importantes desfiles do mundo.

O costume de usar fantasias também vem de muito longe. Os povos antigos usavam máscaras e enfeites nas festas em homenagem aos deuses, segundo informações dos sites Terra e Wikipédia. Na Europa, os bailes de máscaras tornaram-se comuns, onde todos os convidados tinham o rosto coberto.

No Brasil, uma parte da sociedade antiga organizava bailes de máscaras, que com o passar do tempo foi se popularizando, até que a festa foi para as ruas em forma de blocos carnavalescos e, mais tarde, escolas de samba, com suas fantasias luxuosas e decorações exuberantes.

Para quem não resiste ao skidum-skidum e faz questão de curtir o Carnaval, basta somente escolher o lugar e se divertir. Na semana que antecede a data, muitas escolas organizam festinhas para a criançada cair no samba. Porém, em qualquer cidade do País sempre há pelo menos um baile.

Com fantasia, sem fantasia, ao som de samba ou de axé, o importante é beber muito líquido (água e sucos) e se alimentar bem, porque o corpo precisa de combustível para curtir a folia do dia seguinte com muita disposição e samba no pé.

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