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‘Pré-folia’ energiza turma de amigos para festa

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A euforia do Carnaval é movida no embalo que transforma a pessoa em folião. Cada um precisa de uma dose diferente para atingir o ponto de descontração. Certeza de alegria é conseqüência de uma bem-sucedida “pré-folia”. Tem gente que não é fã incondicional de Carnaval e demora para se entusiasmar. Para que ninguém fique desenturmado, tem moçada que repete um ritual já aguardado nos últimos três anos.

Hélio Garbuio saiu de Bauru para pular Carnaval, com o ombro direito imobilizado. O destino escolhido é diversão na pré-folia promovida na residência dos irmãos Leandro e André Birelo, em Pederneiras. Garbuio diz que praticamente saiu da mesa de cirurgia, feita há uma semana, para a festa. O imóvel no Jardim Alvorada é invadido pelos amigos na época do Carnaval. Inicialmente, eram os mais chegados do time de futebol Varamo Futebol Clube, núcleo central da folia. Ontem, havia folião de Campinas, São Paulo, Lençóis e Bauru.

A organização é feita por Ricardo Palharini, que exibia eufórico o abadá do grupo, que neste ano é amarelo. A estrutura na residência é um atrativo. Em uma grande área externa da casa, há areia e uma cobertura para proteger os foliões, faça sol ou chuva. O som anuncia para a vizinhança que no imóvel tem festa e rola todo tipo de música. Um cano jorra água que cai em uma pequena piscina, local de banhos refrescantes. O cardápio da festa é cerveja, caipirinha, vodca, refrigerante e água. Até 0h30, a casa iria lotar - eram esperadas cerca de 150 pessoas - tendo como chamariz a apresentação de um grupo de pagode. Depois, devidamente calibrados, foliões iriam continuar a festa no Clube Alvorada.

Alexandre Stoppa Campoi Padilha, 21 anos, perdeu a conta de quando começou a curtir a alegria do reinado de Momo. Mas há pelo menos cinco anos, não sai para se divertir sem antes juntar-se com um grupo de amigos. Em média, 20 pessoas se juntam antecipadamente com a idéia de chegar nos lugares já no clima. “É para chegar na festa sem que ninguém fique perdido”, ressalta. Escolhe-se a casa de alguém para o pessoal ir chegando. Stoppa, como é mais conhecido, comenta que ou o local já está abastecido com a bebida ou cada um leva o “combustível”.

A aparência é de que o encontro é para beber. Porém o que rola é muito bate-papo, que vai descontraindo para a noitada. Ontem, ele optou por cair na folia em Bauru. No entanto, nos próximos dias a turma vai pegar a estrada e no circuito já estão definidas a presença nas festas de Pederneiras e Bariri.

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