Se tudo correr bem, o novo Aeroporto Moussa Tobias estará apto a receber vôos de carga até o final deste ano.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio, afirma que é projeto da Prefeitura Municipal conseguir a homologação de aeroporto internacional de cargas para o terminal. Segundo ele, a proposta está sendo executada em parceria com o Departamento Aeroviário de São Paulo (Daesp).
“Até o fim deste semestre, devemos concluir toda a parte administrativa. Já a homologação deve sair no final da segunda metade do ano”, completa.
Para Sampaio, a viabilização do projeto não deverá apresentar grandes dificuldades, principalmente por conta do aeroporto de Viracopos, em Campinas, estar operando em seu limite com o movimento de cargas.
“Estamos contando com essa sobrecarga do terminal de Viracopos. Esse aeroporto, para ser ampliado, exige investimentos altíssimos e a remoção de mais de mil famílias. Portanto, Bauru tem que trabalhar para receber esses vôos. E, para isso, precisamos da homologação de carga aérea internacional”.
Outro ponto que conta a favor do terminal de Bauru, na opinião do secretário, é a situação imprópria que passam os outros dois aeroportos do Interior do Estado - de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. De acordo com ele, assim como o aeroporto de Bauru, os dois complexos constam no Plano Aeroviário de São Paulo como alternativas à internacionalização.
“O aeroporto de Rio Preto tem uma série de restrições, inclusive de tamanho de pista. Ribeirão Preto também precisa de ampliação e enfrenta uma série de problemas ambientais. Por isso, consideramos que entre os três previstos no Plano Aéreo, Bauru tem condições de ser o mais interessante, desde que se prepare para isso”, constata Sampaio.
A nova vocação do aeroporto de Bauru exigiria investimentos, principalmente em infra-estrutura, como construção de hangares, depósitos e postos de fiscalização, por exemplo. De acordo com o secretário municipal, a medida mais estudada para viabilizar esses recursos é a privatização do serviço.
Além dessa estrutura, a internacionalização do aeroporto também exige a instalação de postos da Receita Federal (RF), Polícia Federal (PF), Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura. Os órgãos são necessários porque promovem os serviços de inspeção de cargas.
Apenas passageiros
Hoje, o Aeroporto Moussa Tobias é utilizado apenas para vôos comerciais de transporte de passageiros. Duas companhias operam no local. A Pantanal, que faz a linha Bauru-Congonhas, em São Paulo, e a Air Minas, que atende Bauru-Cumbica, em Guarulhos.
O terminal foi inaugurado em 23 de outubro do ano passado, mas ainda aguarda a instalação de aparelhos para pouso.