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Bateria esquenta segunda de Carnaval no Jd. Ouro Verde

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

No meio da bateria que percorreu as ruas do Jardim Ouro Verde na noite de ontem, dois bonecões se sobressaíam: eram caricaturas do Zé do Bar e do Tião da Mercearia, dois dos lojistas do Jardim Ouro Verde que sempre acreditaram na força do batuque do projeto Núcleo de Percussão Ouro Verde 100% Arte.

“Neste ano decidimos homenagear os comerciantes do bairro que sempre nos ajudaram”, explicou o coordenador da bateria do núcleo, Gilberto Cabral de Melo, o Negão. Além dos bonecos, o trajeto do desfile também foi pensado tendo em vista os homenageados. “Vamos percorrer a avenida Marcel Pinto de Oliveira, que é a rua principal do comércio”, avisou Negão.

Os bonecos e a maioria dos instrumentos da bateria foram confeccionados pelos próprios moradores do bairro e participantes do projeto. No caso dos bonecões, o núcleo contou com a ajuda do artista plástico Sérgio Segal. “Cerca de 12 adolescentes participaram de uma oficina de quatro dias aqui no bairro para fazer os bonecos”, contou o coordenador.

Com três carnavais de batucada, o coordenador festejava a adesão cada vez maior da comunidade, número que ontem extrapolou o 100. Só na bateria, Negão contou com mais de 20 pessoas. “O primeiro evento que fizemos foi com oito instrumentos e hoje temos mais de 15 instrumentistas regulares, entre crianças e adultos, que ensaiam quase todos os dias”, disse.

Um dos catalisadores do expressivo aumento foi o reforço financeiro conseguido graças à seleção, em 2005, para o Programa Municipal de Estímulo à Cultura. Na ocasião, o núcleo foi contemplado com R$ 20 mil, recurso utilizado para fazer adequações no Centro Comunitário para os ensaios da bateria, adquirir novos instrumentos e remunerar o professor Daniel Pereira, um dos responsáveis pela “adaptação rítmica contemporânea” do repertório com o incremento de maracatu, baião e partido alto.

Prestes a receber a última parcela da verba do programa, o grupo nem pensa em desanimar. “O projeto vai continuar até quando a comunidade tiver fôlego”, afirmou o coordenador. O motivo da empolgação foi apontado por Negão na diminuição do índice de violência no bairro.

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