Amanhã é o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade 2007. Em Bauru, o tema adotado para este ano, “Amazônia: nossa missão nesse chão”, será apresentado em missa solene no domingo, dia 25, às 10h, com exposições e apresentação de dança, na Catedral do Divino Espírito Santo. A celebração será presidida pelo bispo dom Luiz Antônio Guedes.
De acordo com o coordenador diocesano da Campanha da Fraternidade, Francisco Nunes, a diocese de Bauru está se preparando desde o final do ano passado para discutir o tema. “Fizemos reuniões com toda a diocese no final do ano passado. Também promovemos encontros com todas as sete regiões pastorais. Agora, cada paróquia realiza reuniões, palestras e debates a respeito do tema”, observa Nunes.
Segundo o coordenador, o objetivo da CF desse ano é conscientizar a população. “Muitos pensam que por estar longe, a Amazônia não faz parte do dia-a-dia. E isso não é verdade. O que acontece lá, é problema nosso, sim”, afirma Nunes. Para o bispo dom Luiz Antônio, o tema escolhido para a CF deste ano é muito apropriado. “A mídia nos tem apresentado as conseqüências do aquecimento global, mostrando o grande risco que corremos. E em Bauru, já sentimos esse efeito da devastação, com a alteração das chuvas”, observa.
A iniciativa do Instituto Vidágua, que firmou parceria com a diocese para trabalhar a campanha esse ano, é elogiada por dom Luiz Antônio. “O instituto participou do encontro de formação do clero sobre o tema. E isto é muito importante. Percebemos que eles estão emprenhados e muitos têm conhecimento in loco do problema”, aponta.
Kláudio Koffani, vice-presidente do instituto, coordenador da Rede Mata Atlântica, conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do Fundo Nacional do Meio Ambiente, avalia que a parceria firmada com a Igreja Católica é bastante positiva. “A participação do Vidágua na Campanha da Fraternidade é extremamente recompensadora. Atingimos uma parte da população que dificilmente encontramos nas turmas de educação ambiental”, avalia Koffani.
O ambientalista observa que a alteração do clima da região, com o aumento da intensidade das chuvas de verão e o crescimento do período de estiagem durante o inverno já é fruto da devastação da floresta amazônica. “60% do Brasil é Amazônia. E o que fizemos em São Paulo, com a Mata Atlântica, estão fazendo lá”, aponta Koffani.
Ele também denuncia que muitas pessoas de Bauru e região também contribuem para a devastação. “Muita gente daqui da região possui terras lá. Muitos protegem, mas outros também são ladrões de madeira, fazem parte de quadrilhas”, critica.
Em 2004, o Vidágua também participou da Campanha da Fraternidade, que desenvolveu o tema “Água”. “A participação do instituto foi muito boa. Eles colaboraram muito com a igreja”, avalia o bispo dom Luiz Antônio. Koffani destaca que muitas pessoas que se envolveram com a campanha daquele ano, ainda procuram o instituto. “São pessoas que mudaram uma postura para ajudar o ambiente. Foi realmente muito gratificante”, lembra o dirigente.
Missa
No domingo, o Centro de Tradições Amazônicas realizará uma mostra sobre a cultura e história dos povos da região amazônica. Antes da liturgia da missa, que será realizada às 10h, ainda está prevista a apresentação de um grupo de jovens de Arealva. Durante a execução do hino da campanha de 2007, os jovens apresentarão uma coreografia elaborada para homenagear o tema.