Tribuna do Leitor

Fé e crença


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É preciso saber que fé é uma coisa e crença é outra bem diferente. Achar que com a gente não vai acontecer, é crença; achar que mesmo que aconteça com a gente, a vida vale a pena, é fé. “Gente, que perde os filhos seus, e mesmo assim não perde a fé em Deus” - essa é uma frase de uma música cantada nos anos 60 e que ilustra bem o fato acontecido dias atrás com a mãe que viu o filho de 6 anos morrer de forma absurda e inimaginável! Aí está todo mundo descrente nas autoridades policiais, governamentais, jurídicas, e legislativas, mas, ninguém questiona Deus, o grande arquiteto, o onipotente e onipresente senhor do céu e da terra. Porque com Deus não se trata de crença... Pode-se acreditar ou não nas leis humanas, pode-se crer ou não na violência estampada na mídia, porém, não se questiona Deus e “seus mistérios” porque se tem fé que ele é bom, perfeito, justo, sobretudo justo. Se Deus é justo, o que aconteceu com o menino e sua mãe está dentro dos parâmetros da vida, está inserido na justiça divina inquestionável! Ou não? Por que um menino de 6 anos, indefeso diante do acontecido, não foi protegido, sei lá... por um raio, um vento fenomenal ou um estouro ninja?! Por que teve que ser trucidado por um carro em alta velocidade impulsionado por homens completamente sem controle? Por quê? Nenhuma crença pode explicar o acontecimento, só a fé pode dar uma solução para tudo: - Deus existe e sabe o que faz! No mais, cabe-nos procurar entender como funciona tudo isso, através da observação, atenção redobrada ao que sentimos, sob risco de um dia perdermos também a fé.

Aureo Cagliostro - RG 8.098.982

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