Tribuna do Leitor

“O fim não justifica os meios”


| Tempo de leitura: 2 min

Bauru passa por uma crise incomensurável tanto de ordem jurídica, quanto administrativa. O povo não acredita mais na credibilidade da maioria dos políticos, e eles fazem jus ao conceito depreciativo da população, face a tantos escândalos e negligências. As falcatruas oriundas nos governos anteriores (CPFL, Fumprev, etc.), desaba tudo em que assume a prefeitura, e conseqüentemente, quem paga por tudo isto, somos nós, contribuintes.

É inadmissível aceitar tanta negligência por parte das pessoas que ocupam cargos de confiança e muita responsabilidade. Como pode um ex-secretário das administrações regionais vir a público dizer que não conferia nada, nem cheque numa pasta de alta relevância, só porque confiava em seus subordinados? É preciso confiar, mas sempre desconfiando, pois o homem tende a se corromper.

E o que dizer das toneladas de alimentos, destinadas ao consumo das crianças nas escolas, perecerem por falta de fiscalização da Secretaria Municipal da Educação? E ao que me parece, não é a primeira vez que ocorre esta negligência. Depois, achar um culpado por tudo isto, seja funcionários, secretário, fornecedores, ou até o prefeito, não justifica todo este desperdício. O alimento é caro, e quem paga, somos nós. E o que é mais importante: as crianças sem o discernimento de todo este descaso nos alimentos, ficam à mercê de consumir uma carne de qualidade duvidosa.

E o nosso prefeito, sr. Tuga Angerami, um homem preparado, com larga experiência em administração, precisa estar melhor municiado de pessoas capacitadas, competentes que saibam fazer a lição de casa, para assim, proporcionar um serviço de qualidade para a população que aspira uma Bauru melhor para se viver. E vai uma sugestão para estas pessoas que almejam um cargo público de alta importância: façam uma auto-análise para certificar se estão preparados, formados, capacitados e principalmente engajados com os anseios da sociedade bauruense para assim, reverter este quadro caótico, falido, em que se encontra, e não fazer da função mais um cabide de emprego. Credibilidade não combina com leviandade. Só há uma receita duradoura: ética, profissionalismo e talento. Nós cada vez mais críticos e exigentes, queremos um retorno substantivo por parte de nossos representantes.

Paulo Roberto dos Santos

Comentários

Comentários