Iacanga - Depois do problema de atraso na coleta de lixo urbano, moradores do bairro Quilombo enfrentam agora mais um problema. Desta vez, as reclamações são direcionadas, principalmente, a um determinado trecho da vicinal de 11 quilômetros que liga o bairro ao Centro de Iacanga (50 quilômetros de Bauru).
Uma depressão localizada mais ou menos no meio dos 11 quilômetros da vicinal está tirando o sono dos motoristas que dependem da estrada para escoar produtos como queijo, mel e alho, entre outros. Como se não bastasse a preocupação dos comerciantes, a condição da vicinal também preocupa as mães pois a via é utilizada pelos ônibus escolares para transportar as crianças do bairro Quilombo até as escolas em Iacanga.
Procurado pela reportagem, o vereador José Roberto Grigoleti (PSDB), mais conhecido como Beto do Quilombo, morador do bairro, explicou que o problema existe há cerca de sete anos e que foi causado por infiltrações de água.
De acordo com o vereador, na época foi feito o aterramento do local para tentar corrigir os problemas de infiltração que já existiam desde 1989, aproximadamente. “Fizeram o aterramento e jogaram asfalto por cima. Ficou um serviço de péssima qualidade”, conta o vereador.
O problema de infiltração continuou e fez com que o asfalto ficasse irregular, provocando danos em veículos que circulam pelo trecho, como por exemplo, a quebra da suspensão.
O diretor de obras da prefeitura, Luís Carlos Azevedo Besson, confirmou que existe realmente um pequeno trecho irregular, de cerca de três metros, mas que não compromete a segurança do tráfego no local. Segundo ele, a pavimentação foi feita pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e depois a via foi municipalizada.
“É uma pequena irregularidade dessas que se encontra em qualquer estrada do DER. É um daqueles problemas crônicos - quando se tem um brejo ou uma mina próximos - e quando passam veículos vai afundando e, por mais que se conserte, continua afundando. Não há buracos na pista, é apenas uma irregularidade que não coloca em risco os usuários”, garante o diretor.
Segundo o JC apurou, até mesmo um ônibus pertencente ao próprio prefeito da cidade, Ismael Boiani (PSDB), teve os vidros estourados ao passar pela depressão. No bairro Quilombo, são produzidos queijos e mel de forma artesanal, que são comercializados em Iacanga. A vicinal também dá acesso à fazendas que produzem alho, sendo que o próprio prefeito estaria utilizando a estrada para escoar o produto de sua fazenda, conforme apurou a reportagem, que não conseguiu falar com Boiani para comentar o assunto.
“Não coloca em risco a vida de ninguém. Só há incômodo se o usuário passar numa velocidade maior do que 40 quilômetros por hora e apenas naquele trecho”, garante Besson.
Questionado sobre a condição da sinalização na vicinal, o diretor de obras reconhece que é necessário colocar mais placas. “A sinalização está um pouco precária. A pintura de chão até que está boa mas as placas, uma ou duas, precisamos colocar”, conclui, ressaltando que a pista foi feita para a circulação de veículos leves e que o tráfego de caminhões pesados, como de usinas, por exemplo, pode deteriorar a via.
Correios
Grigoleti conta que, por morar no bairro, sempre é procurado por moradores que reivindicam soluções para os problemas do local. Ele lembra que, além da questão da má condição do asfalto na vicinal, os moradores também querem que o bairro tenha uma agência dos Correios. “Não tem Correios aqui. Eles (do correio) disseram que tem duas pessoas em Iacanga e precisam de apenas mais uma para poder atender no Quilombo”, conclui o parlamentar.