Internacional

Estados Unidos planejam atacar Irã, diz BBC; Casa Branca nega

Folhapress
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Washington - Os planos dos EUA para um eventual ataque aéreo ao Irã vão além de silos nucleares e incluem a maior parte da infra-estrutura militar do país, segundo informou ontem a rede britânica BBC. Se autorizado, um tal ataque teria como alvos bases aéreas, bases navais, instalações de mísseis e centros de comando e controle.

O Pentágono desmentiu ontem a informação, chamando-a de “ridícula”, segundo o porta-voz Bryan Whitman. Para ele, os EUA têm “grandes preocupações’’ quanto ao programa nuclear do Irã e sua intromissão no Iraque, “mas estamos tratando dessas questões por canais diplomáticos”.

As Nações Unidas pediram ao Irã para interromper o processo de enriquecimento de urânio, sob o risco de ter de enfrentar sanções econômicas. O prazo para o país suspender seu processo de enriquecimento termina hoje.

Fontes diplomáticas afirmaram à BBC que, caso o Irã não volte atrás em sua intenção, autoridades do Centro de Comando da Flórida já selecionaram seus alvos dentro do país.

A lista inclui a planta de enriquecimento de urânio em Natanz, que havia sido fechada em 2003 após inspeções da ONU detectarem traços de urânio em grau de enriquecimento suficiente para o desenvolvimento de armas nucleares.

Teerã nega, dizendo que irá utilizá-la só para fins pacíficos. Outros alvos do ataque seriam instalações em Isfahan, Arak e Bushehr, diz a BBC. A senha para iniciar tal ataque seria a confirmação de que o Irã estaria desenvolvendo armas nucleares.

A escalada retórica de Washington contra Teerã assumiu tom mais grave quando, no início deste mês, autoridades norte-americanas no Iraque disseram haver evidências de que o Iraque estaria fornecendo armas à milícias xiitas iraquianas.

Embora a Casa Branca tenha vinculado as armas à Guarda Revolucionária Islâmica iraniana e acusado o governo em Teerã de nada fazer para deter o esquema, oficiais americanos disseram depois ter provas apenas de que armas que estavam sendo utilizadas no Iraque eram “feitas no Irã”.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Peter Pace, afirmou não saber se o governo do Irã “claramente sabe disso ou é cúmplice” no fornecimento. À época, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as acusações eram “desculpas para prolongar a permanência’’ das forças americanas no Iraque.

Recentemente, analistas do Oriente Médio têm manifestado receio de conseqüências catastróficas, caso de fato ocorra um ataque dos EUA ao Irã. No ano passado, o Irã retomou o processo de enriquecimento de urânio, que pode servir, em mais alto grau, fornecer material para bombas.

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