Internacional

Kirchner defende Chávez e discute parcerias em viagem a Venezuela

Folhapress
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La Paz - Em viagem à Venezuela a duas semanas da visita do presidente dos EUA, George W. Bush, à América Latina, o presidente argentino, Néstor Kirchner, afirmou ontem que é um “equívoco” pensar que ele e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva atuarão para “conter” o venezuelano Hugo Chávez.

“Muitos têm dito nos últimos tempos que haveria países que teriam que conter outros países. E, no caso do presidente Lula e no meu caso, teríamos de conter o presidente Chávez. Equívoco completo.

Nós desenvolvemos com o irmão e companheiro presidente Chávez o espaço da América do Sul para a construção da dignidade de nossos povos”, discursou Kirchner.

A visita de Kirchner a Chávez serviu para reforçar o laço político que transformou a Venezuela no atual grande financiador da Argentina - que, assim, adia o arriscado retorno ao mercado internacional, no qual não se aventura desde a crise.

Hoje os dois presidentes anunciaram que lançarão ao mercado US$ 1,5 bilhão em papéis do Bônus do Sul na semana que vem. Será a segunda oferta do bônus, que é uma combinação entre títulos de dívida pública argentina e venezuelana. Os dois países também acertaram a criação do Banco do Sul e formalizaram o empréstimo de US$ 135 milhões à empresa de laticínios argentina SanCor.

O acerto evitou que a empresa fosse comprada pelo investidor internacional George Soros. Chávez e Kirchner inauguraram ainda o primeiro de nove postos de petróleo que serão explorados conjuntamente na Venezuela por estatais dos dois países.

Kirchner também respondeu a declarações dadas na Argentina pelo número três do Departamento de Estado dos EUA, Nicholas Burns, no início do mês que afirmou que Argentina e Brasil devem trabalhar em conjunto com os EUA para definir o “pan-americanismo do século 21”. “Não pode ser que incomode a alguém que nossos povos se integrem”, declarou Kirchner.

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