Turismo

O porto de Martin Afonso

Eliane Barbosa
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Embora Praia Grande tenha completado no dia 19 de janeiro 40 anos de emancipação política e administrativa, sua história é bem antiga: data de 1532, apenas 32 anos após o descobrimento do Brasil, já que pertencia a São Vicente, uma das cidades mais antigas do País.

“O povoamento da cidade, cujo nome é derivado da palavra tupi “Peabuçu”, que significa porto grande, iniciou-se a partir da chegada de Martim Afonso de Souza e, durante três séculos, caracterizou-se pela presença de núcleos caiçaras, entre a encosta do Morro Xixová e a divisa com Mongaguá”, conta Daniel Elias, da prefeitura local.

Povoados já existiam no Boqueirão, Guilhermina e Solemar, mas o então bairro vicentino só ganhou arranque com as construções da Fortaleza de Itaipu e a famosa Ponte Pênsil (em 1914), somada às estradas de ferro Santos-Juquiá e Sorocabana.

Os primeiros núcleos formaram-se em 1936, em torno do aeroclube, no então bairro Aviação. Em 1945 surgiu o loteamento do bairro do Boqueirão, que por obra de Antonio Augusto de Sá Lopes atraía santistas que acreditavam nos boatos sobre o aparecimento de uma enorme baleia por lá.

O bicho nunca foi visto (era um truque inocente do investidor), mas os visitantes acabaram se encantando pelo visual das praias agrestes repletas de caiçaras com seus barcos coloridos puxando as redes de pesca.

“Muitas pessoas decidiram comprar terrenos a partir dessas excursões. Esse trabalho de Sá Lopes, juntamente com a construção da Via Anchieta e a expansão da indústria automobilística, acabaram promovendo um processo de êxodo semanal do Planalto à região, resultando na valorização das terras da orla”, detalha Daniel.

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