Li, surpreso, a manchete da edição de sábado, informando que Paulo Sérgio Canalli está deixando a Prefeitura. Não vou cogitar das razões políticas ou administrativas que o levaram a afastar-se, mas entendo que a chefia de Gabinete é um cargo espinhoso, de extrema exposição, uma espécie de “dar a cara para bater”. O desgaste é grande e, às vezes, para atender aos ditames da consciência, é preferível a renúncia. Não posso, entretanto, furtar-me ao sentimento de pesar, compartilhado, sem dúvida, por todos os dirigentes de instituições filantrópicas de Bauru, porquanto tínhamos em Canalli um dedicado defensor de nossas reivindicações. Sempre admirei sua disposição em nos receber, providenciando para resolver pendências ou superar problemas de caráter burocrático no relacionamento com a Prefeitura. Não é nenhuma novidade que o aumento da dotação orçamentária para o trabalho social tem muito de seu esforço. Se bem o conheço, tenho certeza de que ele encontrará outros meios para continuar seus labores em favor das entidades filantrópicas, cumprindo aquela que deve ser a preocupação maior dos homens públicos - cuidar da população carente.
Richard Simonetti