Às vezes me questiono sobre o que ocorre na administração municipal de Bauru. Passam-se os anos e a situação fica inalterada. Os buracos das ruas permanecem infernizando a vida do cidadão, o lixo não recolhido acumula-se em frente aos imóveis ou são lançados nos terrenos baldios, o mato e a sujeira se espalham pela cidade como se fossem praga, os insumos da merenda escolar apodrecem nos almoxarifados, o fantasma da corrupção aterroriza a cada momento em diversos órgãos municipais, ainda faltam profissionais de saúde e medicamentos nos postos de atendimentos, obras irregulares pipocam nos quatros cantos da cidade, etc. Para que serve a administração municipal? Só para arrecadar os impostos e impor multas de trânsito absurdas? Minimamente, gostariam de ver os cidadãos uma aplicação judiciosa dos recursos arrecadados. A dúvida que me assalta é se as administrações instaladas no município ultimamente é que são péssimas, ou a qualidade do servidor público é baixa, ou ambos, tendo como resultado esse mau rendimento dos serviços públicos. Os serviços essenciais não podem ser interrompidos em feriados prolongados. Imaginem se as concessionárias de energia, telefone, água e esgoto resolvessem tirar folga no carnaval? A limpeza pública é um serviço essencial que não pode se dar ao luxo de ser interrompido por quatro dias. Alguém está falhando. É o sindicato que obstaculiza o serviço nos feriados? A administração não consegue fazer os serviços funcionarem?
A maioria dos funcionários não comparece ao trabalho, como aconteceu nas festividades de final de 2006? Não adianta o secretário do Meio Ambiente, revoltado com a má educação do povo, recolher pessoalmente o lixo da cidade. O ato cheira a demagogia e populismo. Pode não ter sido essa a intenção do Agostinho, mas com certeza não é a melhor forma de administrar a cidade. Valeu apenas como protesto. Só que hoje ele é a vidraça e não a pedra. Não cabe a ele protestar e sim realizar. Corre pelas “baias” a notícia de que o sr. prefeito municipal estaria residindo em Campinas e só comparecendo na cidade nos dias úteis. Seria verdade tal absurdo? Abre caminho para políticos de cidades vizinhas se aventurarem por aqui, como se noticiou recentemente. A população de Bauru exige providências imediatas da administração municipal. Não adianta querer se justificar que faltam recursos financeiros. Tudo é uma questão de priorizar aquilo que o povo quer. E está faltando essa sintonia com os anseios do cidadão. Tuga! Mexa-se, afinal de contas, você está aí há mais de dois anos e não fez nada ainda. Quando pretende começar? No ano que vem, às vésperas da eleição? Já vimos esse filme antes.
José Ricardo Siqueira Silva