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Polícia ouve ex-funcionários do AHB sobre troca de bebês ocorrida em 2001

Gustavo Cândido e Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil ouviu ontem três pessoas que trabalhavam no necrotério da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) em outubro de 2001 quando teria morrido o bebê recém-nascido de Reginaldo Aparecido de Souza e Vera Lúcia Dutra. A criança, do sexo masculino, segundo a polícia e o Ministério Público, foi trocada. A suspeita é de que tenha sido por um dos três bebês que também faleceram na mesma data. Na época, a família sepultou uma menina.

Nos depoimentos, os funcionários da AHB na época confirmaram terem assinado o livro de registro do necrotério que indica a entrega dos corpos para as empresas funerárias. O trio afirmou ter visto as crianças, mas não conferido o sexo de cada uma.

Segundo o delegado do 3º Distrito Policial (DP), Ismael Cavalieri, que comanda as investigações, os depoimentos não acrescentaram informações relevantes ao caso já que os três alegaram não lembrar de detalhes do que aconteceu há 5 anos e quatro meses.

DNA

No último dia 6, uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Bauru comandada por Ivan Segura, diretor do órgão, colheu amostras da ossada dos três bebês que morreram no mesmo dia que o filho de Reginaldo Aparecido de Souza. O material foi enviado para um laboratório que presta serviço ao IML na Capital, mas o laudo ainda não saiu. De acordo com Segura, talvez seja preciso esperar mais um mês para que o resultado fique pronto.

Em matéria publicada pelo JC um dia após a exumação dos corpos, o diretor do IML afirmou que, devido ao estado de decomposição avançada dos ossos, as chances de comprovação da paternidade pelo DNA são remotas, assim como a possibilidade de descobrir o sexo dos bebês enterrados.

“Em corpos de adultos, a diferença entre os sexos pode ser verificada analisando a ossada, mas em crianças isso é muito difícil”, explicou na época o médico legista Eversom Luis Mainini, que participou da exumação.

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