Política

Servidores querem reposição de 30%

Marcelo Ferrazoli
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Em assembléia realizada ontem à noite, os servidores municipais iniciaram as discussões da campanha salarial 2007 da categoria. Entre as propostas a serem apresentadas à Prefeitura de Bauru no próximo dia 27, data marcada para a entrega da pauta de reivindicações ao Executivo, está a de recuperação de 30%, dos 73,3%, de perdas salariais acumuladas desde 1998. Além disso, os servidores bauruenses também discutiram, após o encontro, a situação funcional de cerca de 1.700 trabalhadores que tentam manter vantagens acrescidas aos seus salários.

Segundo Idelma Corral, diretora do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), a proposta visa amenizar a defasagem salarial da categoria. “Temos estudos que apontam que, só no governo Tuga Angerami, as perdas salariais do funcionalismo foram mais de 13%. Mas, desde 1998, na gestão Nilson Costa, esse índice já atinge mais de 73%. Por isso, aprovamos na assembléia a reivindicação de 30% desse total. E estamos abertos a negociações para o valor restante”, ressaltou a sindicalista.

Corral enfatiza que a reivindicação é realista e cita estatísticas orçamentárias municipais para alegar que a administração Tuga Angerami possui margem para conceder a recuperação das perdas. “As receitas municipais estão sempre subindo, pois só no período de 2003 a 2006 elas passaram de R$ 159 milhões para R$ 239 milhões. Além disso, as despesas com pessoal e todo o funcionalismo foram de R$ 94 milhões em 2005 e R$ 107 milhões em 2006, valores que não excederam a Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou.

E completou: “O prefeito sempre argumentou que o limite prudencial de gastos com o funcionalismo era de 51%, abaixo dos 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas, em janeiro deste ano, as despesas com pessoal atingiram apenas 47%. Por isso, temos como mostrar que é preciso ter mais respeito com os servidores e sabemos que há margem para a recuperação salarial.”

Corral informou, ainda, que a categoria manterá a proposta de aumento para R$ 200,00 do vale-compra, benefício que atualmente é de R$ 132,00. Já entre as chamadas cláusulas sociais, a sindicalista revelou que também foram mantidas as propostas de readaptação para servidores que enfrentaram doenças ocupacionais, de regulamentações para as faltas trabalhistas e de inclusão de profissionais que atualmente não são atendidos pelo vale-refeição, como as merendeiras escolares.

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