Londres - O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou ontem que o príncipe Harry, filho mais novo do príncipe Charles e da princesa Diana, irá ao Iraque.
Harry pode se transformar no primeiro membro da família real a comparecer a uma zona de guerra desde que seu tio, o príncipe Andrew, pilotou helicópteros na Guerra das Malvinas, em 1982. O bisavô de Harry, rei George 6º, participou de missões na Primeira Guerra Mundial.
Um porta-voz do ministério afirmou que o príncipe seria enviado ao Iraque “nos próximos meses” com seu regimento Esquadrão Blues and Royals, como parte da mais recente reposição de soldados britânicos presentes naquele país.
O anúncio aparece um dia depois de a Grã-Bretanha ter dito que retiraria do território iraquiano, nos próximos meses, quase um quarto dos 7.100 militares que mantêm estacionados ali. Mas os militares britânicos devem continuar no país durante 2008, para missões de apoio e treinamento, se assim for o desejo do governo do Iraque.
O filho da princesa Diana sempre repetiu que, caso sua unidade participasse de batalhas, ele desejava comandá-la.
O regimento de Harry partirá rumo ao Iraque em maio ou junho e poderia ficar até sete meses ali, disse o ministro de Defesa da Grã-Bretanha, Des Browne, em um comunicado.
O príncipe, de 22 anos, que como segundo tenente terá o posto de “Cornet” em seu regimento, teria ameaçado abandonar as Forças Armadas se não tiver permissão para atuar na linha de frente.
Ele treinou para se tornar comandante de tropas e liderará 12 homens distribuídos em quatro veículos blindados Scimitar, de reconhecimento.
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Histórico
Londres - Henry Charles Albert David Windsor, 22 anos, é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, depois do pai, Charles, 58 anos, e do irmão, William, 24 anos.
Harry, que será o primeiro da família real enviado a conflito, desde o envio de seu tio príncipe Andrew à Guerra das Malvinas, foi um aluno apenas regular na escola e tirou D em geografia em seus exames finais.
Observadores da realeza dizem que Harry, à época com 13 anos, foi quem mais sofreu com a morte da mãe, Diana, em 1997. Nos anos seguintes, foi apelidado de “príncipe selvagem” pelos tablóides britânicos, depois de flagrado experimentando bebidas alcóolicas e drogas leves.
Em 2005, o príncipe causou indignação ao aparecer fantasiado de nazista numa festa; desculpou-se, dizendo ter feito uma “coisa muito idiota” .
Em 2006, lançou uma instituição de caridade para ajudar crianças cujos pais morreram de Aids em Lesoto, na África.