Ser

Minha história: Ademirzinho


| Tempo de leitura: 4 min

Não posso negar o forte sentimento que sinto por você, por mais que eu tento lhe esquecer, eu te quero mais ainda.

Eu grito teu nome, mas você não ouve, e meu eco se perde no espaço vazio.

Sei que meu sentimento não significa nada a você e que esse sofrimento é só meu, sempre meu.

Mesmo sabendo que não existe futuro para ele, em minha vida e nos meus pensamentos sempre será presente, mútuo e simultâneo esse amor ferido por você. Mesmo você rejeitando esse meu sentimento, continuo te amando...

Eu te amo do mesmo jeito, estou vivendo o lema: “O amor tudo suporta e respondo a ti”. E suporta mesmo, eu sei esperar e, a cada dia que passa, estou na esperança de você vir até a mim e dizer que também me ama e só quer me amar.

Temos tudo para sermos felizes, basta você deixar o seu orgulho e trilhar novamente o meu caminho, estou sofrendo, quero muito fazer deste sofrimento alegrias, chorar do teu lado, mas chorar de amor e felicidades.

Lembra, meu amor! Meu amor nasceu por você assim: - Quando você começou a trabalhar na empresa de transportes em 2002, você era cobrador, e desde a primeira vez que viajei com você eu até não simpatizei contigo, você era sério, nem ao menos me dava um sorriso.

Mas, no decorrer do tempo, comecei a perceber em mim um sentimento surpreendedor. Comecei a vê-lo com o olhar do amor, observei o quanto você é lindo, amoroso e simpático, até começou a sorrir para mim...

Todas as vezes que viajamos juntos sempre despertava um sentimento maior em ti, o que eu sentia era infinito e que tomava conta de mim. Eu estava te amando, te amando...

Um certo dia, nós conversávamos, eu estava para descer em meu ponto de desembarque e você pediu meu telefone, nos falamos umas vezes, eu até inchava de tantas alegrias quando conversávamos por telefone, e você sempre me dava esperanças.

E o inesperado dia chegou. No dia 12 de julho de 2006, você telefonou contando-me que iria fazer um exame, que também era sua folga e queria vê-lo. e que você se deslocaria de sua cidade para ser internado na minha cidade de Bauru e então... Naquela quarta-feira tudo era lindo para mim, fiquei feliz, chorei de alegrias... E à noite, por volta das 20h, nos encontramos, falamos de tudo um pouco, até que o silêncio interrompeu nossas conversas, você me abraçou e beijou-me sem censura, senti-me uma mulher realizada, feliz, mas meu projeto encantado de repente foi destruído.

Você prometeu telefonar e já se passaram cinco meses, você desapareceu, sem me dizer adeus, minha felicidade contigo durou pouco. Todos os dias eu olho no visor do meu celular, até virou mania, um vício, todo instante estou na intenção de receber uma chamada sua, pelo menos uma. Por favor, deixa eu te fazer feliz, sou suficiente para te amar, que doar a ti tudo o que é meu, minha vida, meu coração, basta você me procurar. Só para ressaltar deixo esse poema como despedida.

Hoje ao despertar, quando abri a janela do meu quarto, sem querer, sem sentir, eu comecei a pensar em você. Meus olhos perdidos no horizonte, onde o sol nascia, abraçando a natureza, lágrimas de sofrimento escorreram em minha face. Estava tudo parado como se a terra e o horizonte quisessem ouvir a melodia triste, do meu amor impossível, talvez essa seja a última vez que choro por você.

Acabei compreendendo que tudo isso é ridículo, que o meu sofrimento não significa nada para você, que eu sou uma entre tantas que por amor ferido chora por você. Mas não me importo, não me envergonho dos meus sentimentos, mesmo sabendo que não existe futuro para eles.

O verdadeiro amor tudo suporta, resignadamente. Eu sei que o meu amor por você nasceu de um sonho meu, jamais deixará de ser um sonho...

Perdoe-me por gostar tanto de você. Perdoe-me por estas palavras amargas.

Seja feliz ao lado de quem o mereça e jamais se deixe dominar por um sentimento de piedade, na vida você e eu jamais seremos... nós!?

Ademirzinho, mil beijos na tua boca, se eu ainda merecer.

Tua Lu

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