Futilidade abominável
Concordo plenamente com o leitor Rodrigo D.Fidêncio (24/02/2007), pois se o deputado Clodovil quer decorar seu gabinete e pagar por isso, ninguém pode impedi-lo. Entretanto, é lastimável, é inadmissível que, diante de tantos problemas gravíssimos que assolam este país, deparemo-nos com pessoas que demonstram um nível ínfimo de sensibilidade e “consciência cívico-social” no desempenho do papel que representam perante o povo brasileiro e para o qual foram escolhidos. A prioridade cede lugar à futilidade. A seriedade e o trabalho sério perdem espaço para o descuido e o pouco caso com que nossos "representantes" desempenham essa missão ante às dificuldades da população e da nação brasileira.
José Carlos Francisco - psicólogo clínico - CRP 06/27.226-4 - franpsy@yahoo.com.br
Atos políticos
Quero aproveitar este espaço para comentar a respeito de uma reportagem veiculada no dia 20 de fevereiro, a respeito da indignação do secretário municipal do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho, que após ver neste jornal uma matéria sobre a sujeira deixada na Avenida Getúlio Vargas foi até o local e com as próprias mãos efetuou a limpeza daquele ponto nobre. Não irei comentar o ato em si, nem tão pouco o local onde ele aconteceu, no entanto, quero salientar que o secretário já deve ter visto outros lugares em nossa cidade onde a sujeira toma conta, basta andar pelo Centro, Calçadão, Rodrigues Alves, para ficar indignado. Ele poderia pegar mais uns trezentos quilos de sujeira nestes locais...
Bem, o que precisa de forma urgente ser feito é uma campanha de conscientização entre toda a população bauruense, desde as classes mais ricas até as mais pobres, ensinando-as sobre a importância de se manter a cidade limpa, organizar campanhas em escolas públicas e particulares, clubes, repartições públicas, etc. A indignação do secretário do Meio Ambiente é boa, porém, deve ter repercussões mais efetivas e impactantes do que apenas pegar a sujeira com as próprias mãos.
A sujeira nas ruas da cidade, não só da Getúlio Vargas, é um problema de educação, que não é privilégio só das pessoas de menor poder aquisitivo, ela atinge todas as classes sociais da cidade, por isso a necessidade urgente de se organizar uma campanha educativa por uma cidade mais limpa, e pessoas mais educadas.
Luiz Henrique Tavares - professor de Educação Física - RG 16436556.
Trabalho em equipe
Manifestamos nossa apreciação pelo excelente trabalho executado pelo Jornal da Cidade, em nome dos alunos do curso Menor Aprendiz II do Senac/Bauru. Parabenizamos o coordenador do programa JC na Escola, prof.º Sérgio Purini, por nos apresentar o seu conhecimento e divulgar o seu trabalho para adquirirmos melhor aprendizado profissional.
A visita nos trouxe uma imagem que não conhecíamos e vimos na prática o quanto é importante o trabalho em equipe. Contamos com a informação deste jornal para desenvolvermos nossa formação como profissionais. Muito obrigado.
Thalita Gomes e Marina Diniz - alunas do curso Menor Aprendiz do Senac/Bauru, dentro da Estação de Comunicação, apresentado pelo professor Michel Serigato Mansano - RG 21.279.000
O Que fazer?
A violência continua tirando o sono das pessoas, assaltos a mão armada, roubos, furtos, assassinatos, sequestros, etc. De novo estamos falando da violência. Sempre será assim? Temos que tomar cuidado ao andar nas ruas da cidade, a pé ou de carro e até mesmo de ônibus, ainda temos que tomar cuidado ao parar no sinal, ou mesmo quando saímos, por deixarmos nossas casas, temos que tomar cuidado com nossos filhos e com os mais próximos. Até os próprios bandidos, que estão presos, estão pedindo por justiça e paz. E nós que estamos do lado de fora, não merecemos justiça e paz? Esse problema não é privilégio de uma cidade ou de um país, é um problema mundial, pode acontecer de diversas formas, receber vários nomes diferentes, mas no final todos participam, querendo ou não.
Temos que nos indignar sempre, para que certas coisas não se tornem comuns de mais, não queremos ser mais um. Nós, pessoas comuns, não temos como conter esse problema, então, tomamos “cuidado”, tentando nos defender como é possível, falando, gritando, se indignando, cobrando. A polícia faz o que pode, ou tenta fazer, já que a situação chegou em um ponto onde seria preciso que ela estivesse em todos os lugares ao mesmo tempo, o que sabemos não ser possível. Temos que lutar, com o que temos, não com armas, mas com palavras e atitudes. Sempre pedindo paz.
Patricia D. Honorio – aluna do 3º termo de administração
Exterminadores do futuro
A exuberante Amazônia está sendo transformada em uma gigantesca pastagem. O Ibama já identificou os dez maiores exterminadores de florestas no sul do Pará, que são pecuaristas, médicos, empresários etc, que com o apoio de políticos e fiscais desonestos devastaram ilegalmente e produziram extensos desertos particulares, pois foi comprovado que é muito pasto para pouco boi. Eles alegam que estão corretos, pois geram empregos. E geram mesmo; para centenas de especialistas no manuseio de motoserras e ateadores de fogo, que é o golpe final para transformar em cinzas a mais rica floresta de clima tropical do Planeta.
O que causa maior indignação é que o campeão de extermínio é um engenheiro agrônomo, que sem dó nem piedade devastou 6.500 hectares, o que equivale ao tamanho da cidade de Osasco (SP). Não é um contra-senso um agrônomo incluir no seu currículo essa outra aptidão vergonhosa pela cobiça de devastar, poluir, destruindo assim seu próprio futuro?
Aqui em Jaú e região, com grande déficit de árvores nativas, a situação não é diferente. Alguns agrônomos surtaram quando se tornaram canavieiros e seguiram o mau exemplo de outros agricultores, políticos e médicos que possuem canaviais e que também foram picados pelo mosquito anófeles-tantã, cujo sintoma é a febre verde (pelos dólares) e provoca um estranho desvio de conduta como: repulsa pela Natureza, aversão ao cultivo diversificado de alimentos orgânicos, se recusam a acreditar que é possível sim conciliar progresso e preservação do meio ambiente. Num autoritarismo absoluto se acham no direito de nos impor a aceitar a fumaça de “suas” canas, para manter o emprego de “seus” empregados, dizendo que eles vivem do carvãozinho e que o motivo da queima é o “econômico” (é uma ova, isso é ganância mesmo). A saúde da população, fauna e flora que se “dane”, né? Mané.
É emocionante tanto “zelo” quando dizem que os cortadores podem ser picados por cobras se cortarem a cana crua. Quanta hipocrisia! Estão também preocupados em oferecer a eles refeições quentes, lanchinhos à tarde com bastante leite para amenizar os efeitos das toxinas do pó de carvão? Em oferecer um salário mais digno? Claro que não. O que importa é ver suas gordas contas bancárias aumentarem cada vez mais, para garantir seus carrões, mansões luxuosas, viagens turísticas, suas geladeiras abastecidas com caviar iraniano, patê de fígado doente de ganso torturado, champanha francês, etc. Parte da nossa sociedade é conivente por algum interesse próprio. Outras são omissas e aceitam como autopunição, acreditando que em outras vidas passadas jogaram pedras na cruz e beberam cachaça no cálice sagrado. Então, já que fomos condenados injustamente pelas leis desumanas da Inquisição a conviver com fogueiras, pelo menos nos poupem dessas frases imbecis que poluem nosso raciocínio e subestimam a inteligência do mais simples cidadão: “Birutas são sempre checadas para verificar a direção dos ventos e a noite, sendo o ar mais pesado, evita a ida de fuligem para a zona urbana.” Pode? De onde vem essa chuva negra? Se a queima é de dia ou de noite, os malefícios são os mesmos.
“Esse setor gera muitas riquezas.” Para quem? Usineiros, fornecedores, alguns políticos, médicos? Alguém tem noção de quantas pessoas fizeram cirurgia de nariz acreditando ser a solução para respirar melhor? Se melhorou para alguns, tudo bem. Eu fiz e ficou pior que antes. “O fim da queima beneficia a cigarrinha sapeca que suga a seiva da cana e inocula toxinas” (essa é de doer). Os devastadores estão contribuindo com o fenômeno El Niño, Efeito Estufa, catástrofes e finalmente com o apocalipse. A espécie humana sofrerá mutações genéticas devido às agressões ambientais e alimentos com excesso de agrotóxicos e outros venenos? Acredito que sim. Quem viver verá.
Maria Luiza Ferreira - Jaú-SP
Carroças - lei necessária
“Mais raro e melhor do que um país que faz boas leis é um país que é capaz de aplicar suas leis.”(Revista VEJA de 21/02/2007, pág. 48). É muito triste ver nossos nobres vereadores fazendo pilhérias, não num circo, mas, pasmem, na Câmara Municipal, onde as leis deveriam ser discutidas seriamente, ter analisados seus prós e contras, seus exageros contidos e, finalmente, votadas. E aquelas leis que já existem, agradem a um e a outro não, devem ser rigorosamente cumpridas. Não existe lei maior ou menor; lei é lei e enquanto em vigor é dever de nossas instituições zelar por seu cumprimento.
Que é necessária, urgentemente, uma legislação para coordenar o trânsito de carroças na cidade é fato comprovado diante de tantos acidentes que acontecem com esses veículos. Bauru não é mais uma província. O fluxo de veículos é muito grande e as carroças, sem registro obrigatório, sem iluminação à noite, dirigidas até por crianças e por pessoas que não conhecem ou não respeitam as leis de trânsito, representam um perigo a todo cidadão. Devem ter sim uma regulamentação específica e horários e lugares que podem circular, para o bem geral, inclusive de seu condutor. Demagogia e hipocrisia à parte, nossos nobres vereadores não devem esquecer que todos “os animais existentes no País são tutelados do Estado” (Decreto Federal no. 24.645 de 10/07/1934) e, portanto, os cavalos que tanto ajudam a renda familiar de seus proprietários têm seus direitos e não podem sofrer maus-tratos, o que é crime perante a LEI - Art. 32 da Lei 9.605 de 12/02/1998).
Antes de fazerem piadas com a preocupação de nosso prefeito com a segurança e bem-estar dos cidadãos bauruenses, aconselho os vereadores a lerem um pouquinho do Artigo 3o. do Decreto Federal no. 24.645, e se empenharem mais em fazer cumprir as leis existentes. Além do mais, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência sabe que se um animal trabalhar até a exaustão, não viverá muito tempo, deixando assim de ser o meio de sobrevivência do carroceiro, não é? “A educação de um povo avalia-se pelo modo como trata seus animais”. (Humboldt)
Dinéia Rasi Baptista
Sofridos animais
Tem razão a sra. M. Dolores (Lola), uma das árduas defensoras de animais desta cidade, ao parabenizar a excelente matéria do jornalista Rodrigo Ferrari sobre os descuidos com a sofrida fauna urbana, publicada no JC de 04/02/07. O assunto foi desmistificado e encarado com a seriedade que merece, tendo sido citados, inclusive, os estudos que relacionam crueldade com animais à violência contra humanos. A parcela de cães bem tratados, chamados ironicamente de “cachorrinhos de madame”, não reflete a realidade total. O repórter denuncia, e comprova com fotos e fatos, a triste situação dos animais doentes e abandonados nas ruas, a superpopulação de cães e gatos, os tristes casos de maus-tratos contra cavalos e outros, e as zoonoses. Já se disse nesta tribuna que o cão é o melhor amigo do homem, mas que a recíproca não é verdadeira, basta observar a quantidade de cachorros presos ou acorrentados e “adestrados” para guarda.
Os humanos desagregaram a vida dos animais, tiraram-lhes toda a chance de sobrevivência na natureza, e, em troca, pouco lhes deram, a não ser a morte, a exploração, o trabalho exaustivo, a sujeição, as privações e o isolamento, quando não são usados como alimento ou como cobaia para experimentação científica. Seus direitos, assegurados por lei, pouco funcionam. Exemplo de que a insensatez e a crueldade para com eles raramente são punidas, é a existência de milhares de passarinhos presos em gaiolas. Possuidores de asas, o sofrimento deles é triplicado, pois ficam privados de exercer a habilidade que lhes é inerente, a de voar.
Os bichos, principalmente os domesticados, passam a vida servindo ao homem e, se nada receberem em troca, já está bom, pois a maioria recebe só sofrimento. Não são respeitadas as suas necessidades básicas, como a procriação, a locomoção, a escolha da comida, a liberdade e a convivência com seus filhotes. Muitos são jogados nas ruas, como uma garrafa descartável, e, doentes e sarnentos, precisam procurar comida no lixo, sob o olhar indiferente da maioria. E a política pública para estes animais? Só existe para matá-los? Afinal, eles não escolheram viver esta vida insana conosco, foram submetidos a isso! E a obrigação de protegê-los, como fica? Ou esta responsabilidade fica só para alguns compassivos e altruístas? Só para as ONGs? É justo?
Pedro de Souza Meira - RG 27.849.708-1
Que ele tenha piedade de nós
Por mais que tentemos, nunca poderemos entender o comportamento humano. Estudiosos em todas as áreas, ao longo dos séculos, pesquisaram, observaram e criaram conceitos. Muitos deles, os conceitos, quase definem ou justificam algum procedimento, dentro de um padrão lógico de compreensão. A motivação originária das guerras entre os povos, quase sempre de cunho político, religioso ou de puro e simples desejo pelo poder e pela posse, tenta explicar a matança cruel dos campos de batalha, bem como a submissão dos povos ao jugo de seus tiranos e opressores.
Mas, infelizmente, a barbárie e a banalização da vida chegam às raias do absurdo e da tolerância humana. É o caso ocorrido num fim de semana, com a morte cruel do pobre João Hélcio, de apenas 6 anos, no Rio de Janeiro, arrastado que foi, propositadamente, por um longo trecho urbano, preso ao cinto de segurança, pelo lado de fora do carro, pilotado por um monstro desqualificado a quem não podemos atribuir o nome de ser humano. Confesso que escrevo esta missiva, com os olhos marejados, com um aperto enorme no peito, com uma dor inenarrável de quem perde um filho ou um neto daquela tenra idade. Meu bom Deus, Pai Misericordioso: será que, apesar do livre arbítrio, não poderias colocar, de maneira mágica, alguma bondade nas cabeças pensantes deste mundo torpe e vazio de amor e solidariedade? Embora muitos não acreditem, os Anjos da Guarda povoam o mundo, ajudando e salvando pessoas. Cada um tem o seu. A experiência vivida nos últimos dias nos levam a confirmar tal enunciado. As crianças não deveriam sofrer nada de mal, pela sua inocência e pela constante presença dos Anjos. Mas, infelizmente, magoado com a torpeza humana, me sinto impotente ante à crueldade dos homens e chego a duvidar da fé e da esperança. Os Anjos da Guarda do pequeno Alan Vítor transformaram-se num espetacular aparato policial que liberou ruas e avenidas de Bauru para que fosse ele conduzido ao Pronto-Socorro e salvo da morte que seria causada pela ingestão, inocentemente, de veneno.
Talvez, na mesma velocidade em que a viatura policial corria, em busca de salvar uma inocente vida, um veículo, conduzido não por um Anjo, mas por um Demônio em forma de gente, arrastava o pequeno João Hélcio até a sua morte. Por quê , meu bom Deus, permites que sua criação cometa tantos infortúnios? Perdoe-me, meu Eterno Pai, pela minha heresia! Conforta-me, ao sentir a mesma dor que sentem os pais daquela pobre criança! Outro Anjo da Guarda, da Terceira Idade, representou o sr. Joaquim Pereira , 66 anos, avô heróico do menino de 8 anos, Mateus , salvando-o de uma enorme sucuri , como vimos no noticiário. Como podemos constatar , apesar da incredulidade de muitos e, às vezes, da minha própria, os Anjos da Guarda existem e agem buscando a alegria e a solidariedade entre todos os habitantes do mundo. É profundamente lamentável que muitos homens não compreendam a sublime missão daquele Exército Celestial e tampouco se lembrem de que foram criados à semelhança de Deus Pai Todo Poderoso. Que ELE tenha piedade de todos nós! Amém!
Fernando Lucilha Jr. –RG 5023414
Repensar atitudes
Segunda-feira, ao ler no JC a matéria sobre a avenida Getúlio Vargas, entendi claramente o que acontece nesta cidade, neste estado e neste país. Pude ver claramente que a política é feita de sensacionalismo, oportunismo e de atitudes demagógicas e eleitoreiras. Digo isto porque o gesto do vereador Agostinho, atual secretário de Meio Ambiente, foi meramente demagógico, visto que ele, como muitos outros bauruenses, já sabem há muito tempo da situação de abandono em que se encontra a referida avenida, pois minha esposa já havia cobrado dele providências do Legislativo quanto a situação vigente. Isso se deu em um encontro casual no Restaurante Vitor’s, ocasião na qual ele, como vereador e pleiteante ao cargo de deputado, disse que tomaria atitudes para resolver o problema.
Durante o ano passado, todos os sábados e domingos pela manhã o sr. Mário, morador da quadra 18 da avenida, fez a limpeza da sujeira resultante das reuniões dos jovens que frequentam o local (das mais variadas classes sociais), sem nenhuma atitude de estrelismo, apenas para cumprir o seu dever cívico de manter a sua cidade limpa, e assim colaborar para a preservação do meio ambiente. Esse referido sr. se cansou de cobrar os orgão públicos responsáveis (Prefeitura, Câmara, Polícia, Conseg) e nada conseguiu, o que o levou a não mais fazer as limpezas semanais.
O que precisamos é repensar nossos problemas, repensar nossos representantes, repensar como escolhê-los, se por ações demagógicas como a do vereador Agostinho, ou como as que o sr. Mário fez, sem nunca cobrar nenhum mérito por elas, repensar nossos meios de comunicação, que muitas vezes noticiam só o que lhes intereesa, como por exemplo a referida matéria com o vereador Agostinho, visto que na primeira e única vez que limpou a praça se tornou notícia, enquanto o sr. Mário o fez por um ano inteiro e nunca se noticiou nada a esse respeito. Precisamos mais do que nunca repensar nosso papel na sociedade, até quando iremos aceitar o que nossos representantes fazem conosco? Está na hora de nos manifestar, para que realmente haja mudanças, e que elas tragam benefício para todos, e não somente para aqueles que estão no poder.
Gilson Almeida Peres - microempresário RG. 7.817.198
Universidades sem dinheiro
Serra deixou sem dinheiro as três instituições de ensino mantidas pelo Estado – Unesp, Unicamp e USP – isso porque afirma incansavelmente que tem a educação como uma de suas prioridades. A decisão viola a autonomia universitária, que assegura porcentagem fixa de arrecadação mensal do ICMS para os cursos de terceiro grau. É necessária uma avaliação sobre os reflexos dessa retenção temporária, mas o início do ano letivo vai ser marcado, com certeza, por algumas dificuldades. A Unesp tinha a receber do governo R$ 12,7 milhões no último dia 22, mas recebeu apenas R$ 2,4 milhões. Não deu nem para cobrir o custeio da universidade. Não se justifica alegar que o governo esteja sem dinheiro devido à demora da Assembléia Legislativa em votar o projeto de receita e despesa de 2007, pois os recursos destinados às universidades têm que ser definidas no ano anterior. Começamos mal.
Carlos Iunes, RG: 8.859.121 - engenheiro
Vida: que seja eterna enquanto dure
O tempo passa e diretamente proporcional ao andar dos ponteiros no relógio e a vida acontece. Assim, de maneira inexplicável, o prazo de validade acaba porque o futuro à frente é um abismo negro e fundo sem chances de retorno.
É estranho imaginar que a cada dia que se vai um fragmento da juventude entra pelo ralo junto com as células mortas expulsadas ao tomar banho. Mas ninguém se importa. Nada como um dia após o outro para apagar os erros do passado, esquecer as derrotas ou ser feliz. Porém, se o amanhã não existir? Se for tarde demais para alcançar a verdadeira felicidade? As pessoas se esquecem da velha ideologia dos poetas árcades “Carpe Diem”, ou seja, aproveite o dia, pois estão preocupadas com a correria capitalista do cotidiano que exige o máximo esforço e a ocupação total dos horários para alimentar o futuro.
O mundo impõe ao ser humano um viver competitivo movido pela ambição e necessidade imposta por uma sociedade darwinista de pobres e ricos que luta pela sobrevivência. No entanto, se a seleção natural se ocupa tanto o espaço nos dias do homem, vale a pena fazê-la? Almejar o futuro não significa matar o presente, mas tem o significado de sorrir no ontem para que o hoje nasça mais alegre. Além de nutrir os tempos futuros com o esforço do trabalho essencial é esquecer o relógio por alguns momentos para observar o azul do céu, o brilho do sol, a água da chuva, ou pronunciar palavras de afeto, ajudar ao próximo abraçar, beijar e ser tocado pelo coração. Com o passar do tempo e, diretamente proporcional aos ponteiros do relógio, as rugas aparecem e o envelhecer é inevitável. Contudo, quando o prazo de validade e o abismo estiverem próximos, a satisfação de ter vivido o efêmero se tornou eterna.
Andreza Lamônica - RG 46823810-9/ estudante
O presidente, o príncipe e os filhos
Veiculada recentemente na mídia impressa e televisiva a notícia a respeito do envio de Harry, filho do príncipe Charles e da princesa Diana ao Iraque, país onde o governo inglês mantém tropas em guerra, despertou-me de imediato a diferença de postura do monarca inglês e o modo de tratar os seus, e a postura do nosso presidente. Lá, não importa de quem se é filho, seja ele do mais humilde operário ou do abastado sucessor do trono britânico - o que vale para um vale para todos, ou melhor, busca–se o exemplo, os princípios. Tudo diferente do modelo que nosso “Primeiro” filho tem nos dado: enriqueça à custa do nome, do cargo e da influência do pai presidente, e o resto que se exploda.
Ser explodido pode ser o destino do príncipe Harry, não é o que querem seus súditos ingleses, mas o aplaudem, o apóiam e até esperam esta iniciativa e, se por desventura isso acontecer, que seja o seu destino. Ele morrerá defendendo aquilo em que o povo britânico acredita. Pode parecer mesquinho de minha parte ter tido este como meu primeiro pensamento, não lembrando das terríveis perdas humanas que esta guerra, talvez insana, tem causado, mas infelizmente, diante de tanta indignação, foi o exemplo deste sucessor que prevaleceu.
Quisera nós termos o “Senhor Lulinha” nas manchetes realizando um trabalho filantrópico nas aldeias indígenas onde muitos curumins estão morrendo desnutridos, ou ainda, usar todo seu dom natural para os negócios (um verdadeiro “Ronaldinho”) angariando fundos para qualquer ONG que defenda a Educação, o combate ao desmatamento ou a guerra contra a prostituição infantil. Isto sim seria um exemplo a ser seguido e sem baixas. Que os ingleses vençam sua guerra. Nós temos, com ou sem exemplos, muitas a vencer por aqui.
Vifrano Macário Gazoli - RG nº 15.246.755
Coitada da nossa cidade “Bauru”
Tão sofrida.
Tão desprezada.
Tão suja.
Tão só.
Tão machucada.
Tão esburacada.
Tão corroída pelo tempo de abandono das autoridades.
Aonde está a nossa administração? Bauru pede socorro. Socorro.
Prof. Eloy Ferreira Gomes - RG 4.446.927