Para o biólogo do Instituto Ambiental Vidágua, Ivan Alexandre de Marche, o levantamento seria mais completo se os pesquisadores fossem até as áreas registradas pelo satélite. “Pelo que percebi, o levantamento se fez somente por imagens de satélite, ou seja, não foram adotadas comprovações em campo”, observa.
“Embora existam metodologias diferentes, os levantamentos por imagens de satélite são os que mais se aproximam da realidade, porém, existe a necessidade de se executar as visitas de campo para comprovação das imagens. Sabemos, porém, que as visitas são o que mais onera os custos desse determinado estudo”, avalia o biólogo.
Ele afirma concordar com os resultados, mas ressalva que o governo de São Paulo apresentou números mais completos sobre a vegetação no Estado. Marche explica que para o Instituto Florestal (IF), ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SMA), existem na região de Bauru 3.457.301 hectares de floresta, desses, 63.900 hectares são de mata atlântica, 28.900 hectares de cerrado e 9.500 hectares de vegetação de várzea.
“Os índices de desmatamento por décadas aumentou, de 30% de remanescente na década de 70 para 13% de 1990 até 2001”, informa o biólogo. Marche ressalta que apesar do desmatamento, a região de Bauru mantém um dos maiores fragmentos de cerrado do Estado.