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Polícia mineira aumenta área de busca para achar quadrilha de assaltantes

Folhapress
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São Paulo - O cerco aos assaltantes que roubaram dois bancos no Interior de Minas Gerais entrou ontem no 20.º dia. Ontem os policiais aumentaram a área onde os criminosos estão sendo procurados, no município de Bonfinópolis de Minas.

Na sexta-feira, policiais militares (PMs) e criminosos trocaram tiros depois de seis dias nos quais os PMs permaneceram sem informações ou contato com os criminosos. Os assaltantes conseguiram fugir, mas deixaram para trás fuzis, revólveres, pistolas e cerca de R$ 9.000,00 que seriam fruto de um dos roubos.

Ontem a polícia acreditava ter encurralado a quadrilha em uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados em torno de um riacho. Como o grupo não foi encontrado, o perímetro das buscas cresceu, o que, na opinião da PM, talvez facilite o trabalho. "Agora a área tem mais fazendas e menos zonas de mata, o que facilita a procura”, avalia o capitão da Polícia Militar Ubiratan Veríssimo do Rosário, comandante da operação.

Os assaltantes teriam realizado roubos nas cidades de Riachinho e São Romão no último dia 6 e fugiram em seguida. Quatro pessoas foram mantidas como reféns e libertadas apenas no dia 17. Eles foram encontrados debilitados, pois passaram cerca de três dias sem comer e eram obrigados pela quadrilha a andar durante a noite para despistar os policiais que seguiam em seu encalço.

Esconderijo

Na sexta, a polícia mineira encontrou R$ 2.700,00 na casa em que os criminosos estavam. O esconderijo foi descoberto após a abordagem do garupa de um mototáxi. O rapaz, que disse trabalhar como pedreiro, carregava R$ 6.300,00 e confessou que as notas, sujas e molhadas, foram dadas por pessoas que se escondiam na casa de seu pai.

Denúncia anônima

No dia 16, quatro pessoas - Edivânio Silva, 33 anos, Max Dias, 33 anos, Wanderley Faria, 31 anos, e Leila Rodrigues, 32 anos - foram presas, graças a uma denúncia anônima, sob suspeita de planejar entrar na mata e resgatar o bando. Elas teriam confessado o plano. O carro que o grupo usava - um Celta vermelho - foi apreendido.

De acordo com a PM, os homens roubaram cerca de R$ 349 mil dos bancos. No entanto, de acordo com o depoimento dos reféns, a quadrilha perdeu R$ 60 mil em um córrego, além de duas armas e munições. Outros R$ 35 mil foram apreendidos pela Polícia Militar.

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