O acidente que provocou ferimentos em três servidores do Departamento de Água e Esgoto (DAE), no último sábado, levou o presidente da autarquia, José Clemente Rezende (PDT), a decidir pela terceirização do serviço de instalação de bombas em poços profundos em Bauru.
Na avaliação do presidente, o fato do serviço ser específico e esporádico torna prudente o deslocamento da tarefa para a iniciativa privada, evitando prejuízos à população e a exposição do funcionalismo. Clemente informou ontem que não vê necessidade de submeter os funcionários ao risco de novas ocorrências.
Por outro lado, ele entende que a contratação de mão-de-obra específica para instalações vai permitir que o DAE concentre sua atuação na área de manutenção dos poços profundos. “Embora o pessoal do DAE faça esse serviço (de instalação), ele é esporádico. Não tem mais sentido deixar isso nas mãos do DAE, se uma empresa especializada e acostumada a lidar com a instalação de bomba pode ser contratada, quando for necessário. Não vamos contratar para instalar outros equipamentos e nem para fazer manutenção”, acrescenta.
A licitação vai gerar, segundo o DAE, uma espécie de contrato de expectativa de serviço. A empresa que vencer a licitação só atuará se houver necessidade.
“Se nenhuma bomba queimar ou apresentar pane que exija sua substituição, ela não realiza serviço nenhum. Nós temos um contrato hoje de serviço de guindaste por exemplo, que é uma ferramenta necessária para instalação de bomba e não tem sentido o DAE ter um guindaste para usar de vez em quando. A contratação da empresa de instalação de bomba vai incluir o serviço de guindaste”, argumenta.
Ontem, uma empresa foi contratada para retirar de dentro do poço os tubos utilizados, no último sábado, para a instalação da bomba. Eles caíram quando uma estrutura de aço do DAE (braçadeira), instalada no guindaste da empresa terceirizada rompeu . Por essa estrutura passavam os cabos de energia anexados nos tubos com a bomba na ponta.
Após o rompimento, os funcionários do DAE tentaram correr para não serem arrastados pelos cabos. Dois luxaram a perna e um foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI), com ferimentos na região da perna e do ombro. Embora melhor, ontem ele permanecia na UTI.
O acidente ainda elevou a pressão arterial de um quarto funcionário, que também foi socorrido pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu).