Iacanga - Lixo acumulado nas portas das residências está provocando irritação entre os moradores de Iacanga (50 quilômetros de Bauru). Entre as reclamações está a maneira irregular com que a coleta está sendo feita na cidade.
Conforme o JC apurou, a situação é pior nos núcleos habitacionais Jardim das Flores, Jardim Paraíso, Vila Nova Iacanga, Vila Águas Claras e Vila Nova Brasília.
O prefeito Ismael Boiani (PSDB) responsabiliza a falta de caminhão, já adquirido pela administração. O problema tem gerado, inclusive, reclamações na rádio comunitária da cidade.
Matéria publicada pelo JC, no início deste mês, revelou o mesmo problema vivido pelos moradores do Distrito de Quilombo, localizado a cerca de 11 quilômetros da cidade. A programação do caminhão de lixo no lugar estava irregular, passando em dias e horários diferentes do habitual.
Na ocasião, o coordenador de obras municipais, Norberto Valentin Ticianelli, alegou que o atraso na coleta estava acontecendo porque os dois caminhões estavam quebrados. Ontem, a reportagem conversou com o prefeito que reconhece o atraso na coleta de lixo, mas garante que dentro de 10 dias um novo caminhão de compactação de lixo estará nas ruas.
“Acabamos de comprar um caminhão que entra em operação dentro de alguns dias. Ele vai solucionar o problema. Está sendo instalada a caçamba e tivemos que fazer adaptação no chassi”, explica o prefeito, lembrando que o veículo foi comprado com recursos provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop), no valor de R$ 110 mil.
Segundo Boiani, atualmente, o serviço de coleta é feito apenas por um caminhão antigo, do tipo basculante. “Nós temos um caminhão basculante velho e ruim e que, por enquanto, é ele que faz a coleta. Nós estamos procurando melhorar a situação que herdamos (da administração passada)”, alega.
Boiani promete que colocará o veículo para trabalhar em dois turnos e que fará uma programação de escala.
“Mas é claro que não teremos condições de passar todo dia no mesmo lugar, talvez um dia sim, outro não”, avisa, ressaltando que a situação também se agravou devido ao crescimento populacional da cidade.
“O município cresceu muito, assim como os bairros, em função da chegada da usina de álcool. Tem muita gente mudando para Iacanga. Eu reconheço que a coleta do lixo é precária, mas nós estamos trabalhando para resolver o problema”.
Com a chegada do novo caminhão compactador, Boiani pretende destinar o atual veículo basculante apenas para fazer a coleta de lixo reciclável. “Vamos passar a ter dois caminhões. O caminhão compactador, que é para pegar o lixo orgânico, e o caminhão com carroceria, que vai pegar o lixo reciclável como papel, papelão, lata, plástico e vidro. Eu conto com a compreensão das pessoas e a colaboração na separação do lixo orgânico e reciclável”, completa.
Atualmente, a separação do lixo é feita por uma equipe de oito funcionários. Segundo Boiani, a equipe faz a seleção do lixo, recolhido na cidade, para aproveitar o material reciclável.
“Nós temos a reciclagem própria da Prefeitura. É feita a comercialização (do material reciclável) gerando algum retorno financeiro que é investido nas entidades filantrópicas de Iacanga como a Santa Casa, creches, Apae e Grupo de Combate ao Câncer”, conclui.
Na noite de anteontem, um incêndio, aparentemente criminoso, queimou uma carga de cinco caminhões de lixo que seria separada pelo funcionários da Prefeitura. O lixo estava depositado no aterro sanitário, localizado em um terreno próximo à estrada vicinal que liga Iacanga a Reginópolis.