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Caixa diz que adota medidas para combater a lavagem de dinheiro

Folhapress
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São Paulo - A Caixa Econômica Federal informou ontem que adota “todas as providências visando à prevenção e combate à lavagem de dinheiro” no pagamento dos prêmios dos jogos lotéricos. O comunicado foi divulgado depois de o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentar um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que aponta supostas irregularidades no sistema de loterias da Caixa Econômica Federal. “A Caixa, por meio de publicações dirigidas à rede de lotéricos, reforça procedimentos para a prevenção ao crime de lavagem de dinheiro, na busca da conscientização do empresário lotérico da importância do assunto, tipificando o crime e orientando-os a identificar atitudes suspeitas e ações adequadas para tais situações.”

O relatório do Coaf reúne 29 operações do banco entre 2003 e 2006 que apontam a lavagem de dinheiro promovida, supostamente, por funcionários do banco - por meio da venda de bilhetes premiados. As fraudes estariam ocorrendo no modelo adotado há dez anos pelo ex-deputado João Alves que, para justificar o seu alto padrão de vida, alegava ser um ganhador contumaz de loterias - teriam sido 221 prêmios.

Segundo Dias, o esquema aconteceria da seguinte maneira: o interessado em lavar o dinheiro deposita o dinheiro na agência bancária em que possui um suposto esquema para as fraudes. Em seguida, é informado por um funcionário do banco sobre a presença de um vencedor para que possa comprar o bilhete premiado. O verdadeiro ganhador recebe o dinheiro pago, na verdade, pelo criminoso - que se torna o vencedor oficial da loteria e justifica a origem do dinheiro com o argumento de que tem sorte constante no jogo.

Segundo a Caixa, “nenhuma das auditorias internas realizadas revelou a conivência de funcionários” com a suposta operação de lavagem de dinheiro. “Importante ressaltar que como o bilhete é ao portador não é possível saber o nome ou outro dado do vencedor de qualquer aposta antes que o mesmo compareça a uma das 2.444 agências com seu bilhete e documentos pessoais. Fato que impossibilita qualquer empregado da empresa de conhecer o premiado logo após o sorteio”, diz o banco.

A instituição afirma ainda que a identificação do ganhador é feita somente “no ato do pagamento de prêmios efetuados em unidades da Caixa”.

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