Não há um proprietário que não se depare com a seguinte dúvida: quando trocar de carro? Infelizmente, de acordo com especialistas consultados pela reportagem, não há uma fórmula matemática para descobrir o momento correto de trocar o usado por um seminovo ou zero quilômetro, porém, é possível observar dicas preciosas antes de se desfazer do seu veículo.
A primeira recomendação parte da teoria: o ideal seria ficar com o carro enquanto durasse a garantia de fábrica ou do reven-dedor, que no caso de carros novos varia de um a quatro anos. Com isso, o proprietário teria sempre baixíssimo custo com manutenção.
Mas, na vida real, nem todos podem se dar ao luxo de trocar de carro a cada um ou dois anos. E essa prática nem sempre é um bom negócio. É que por ano o veículo perde um pouco do seu valor. É a depreciação, diferença entre o que se pagou e quanto ele vale agora. E a maior desvalorização ocorre nos dois primeiros anos. Nesse caso, pode chegar a 25%, se for um sedã de luxo. E aí, a troca no curto prazo pode não significar vantagem financeira.
Por conta da distância entre a teoria e prática, os especialistas recomendam analisar muito bem a situação antes de qualquer decisão. Em geral, quanto mais velho o carro, maiores os gastos com manutenção. Mas, se o veículo faz poucas visitas à oficina e tem peças baratas, você ainda pode estar no lucro. A situação se inverte com o tempo. Gasta-se cada vez mais num produto que vale cada vez menos. E entre os gastos que aumentam estão peças, mão-de-obra e seguro, que num carro muito usado podem custar o mesmo que num modelo zero quilômetro.
O supervisor de vendas da Primo Fiat de Bauru, José Raimundo Silva Araújo, aponta que o ideal é mesmo trocar o carro a cada dois anos, tempo que, em média, dura a garantia do veículo. Segundo ele, a troca também deve ser feita levando em consideração o ano do automóvel, até por questões financeiras. Se o motorista possui um carro 2005, ele pode trocar por um zero. Mas se for mais antigo, é melhor ir avançando aos poucos, para a diferença não ser tão grande.
Araújo orienta que o ideal para quem não pode trocar a cada dois anos é procurar um seminovo de boa procedência, buscando o histórico do veículo para não ter surpresas posteriores. O supervisor de vendas dá um recado especialmente aos motoristas de Bauru, pedindo cuidado na hora de comprar veículos com placas de outros Estados, que normalmente são comprados em leilão e podem não ser um bom negócio.