Equipes do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e da empresa contratada para trabalhar no poço do Mary Dota conseguiram, ontem à tarde, “pescar” a bomba que caiu no poço no último sábado em virtude de um acidente que feriu três servidores. Apesar do “avanço”, hoje completa sete dias de abastecimento precário na região.
A escassez começou na sexta-feira passada, quando a bomba deixou de receber corrente elétrica. Tanto que ontem, após permanecerem com as torneiras secas por dias consecutivos, moradores do Jardim Chapadão comemoravam o retorno da água. À tarde, porém, voltaram a ficar com as torneiras secas.
“Foi normalizado ontem (anteontem) à noite. Às 17h (de ontem) já começou a faltar. A sorte é que deu para encher a caixa”, diz a dona de casa Roselei Vieira dos Santos. A assessoria de imprensa do DAE, no entanto, alerta que, por enquanto, é impossível fazer a água chegar durante as 24 horas do dia.
A autarquia, no entanto, está abastecendo toda a região afetada pela interrupção do poço Mary Dota por meio de interligações e remanejamentos de redes. A situação facilitou a vida do pedreiro Lourenço Rol, que ontem voltou a trabalhar. Ele chegou a perder dia de expediente para buscar água para mulher, que sofre do coração.
Mas estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professora Alzira Cardoso foram novamente dispensados ontem à tarde em virtude da escassez de água, segundo moradores próximos à instituição.
Economia
Para evitar problemas semelhantes, o DAE apela aos moradores do setor para que economizem água. Ainda assim, locais com abastecimento mais crítico ainda receberão auxílio de caminhões-pipa. Mas se tudo correr bem durante os trabalhos de hoje, até amanhã a situação pode até ser normalizada. A assessoria de imprensa, no entanto, ressalta que não há previsão certa para isso.
Para hoje, o objetivo é retirar a bomba. Em seguida, os tubos utilizados na instalação da bomba. Depois, filmar o poço para, na seqüência, instalar a nova bomba. O serviço deve consumir todo o dia desta quinta-feira. Ainda segundo a assessoria de imprensa da autarquia, a morosidade explica-se devido à complexidade da troca.
De acordo com o órgão de comunicação, o único servidor internado no Hospital de Base, após o acidente no poço passa bem e já está no quarto do hospital.