Duartina – Uma chuva de aproximadamente 1h30 deixou a população de Duartina (38 quilômetros de Bauru) em alerta ontem. O saldo não se compara aos estragos ocorridos nos últimos dois anos, mas a destruição foi grande.
Na região conhecida como Carvoeiro, uma edícula desabou e também o muro dos fundos do imóvel caiu. Várias ruas tiveram partes da pavimentação asfáltica arrancada pela força das águas, principalmente no Centro. Conforme Luiz Antônio Cantalejo, da Diretoria de Obras da Prefeitura de Duartina, houve estragos em estradas rurais, no entanto, só hoje será possível dimensionar o prejuízo nos acessos às propriedades.
Na região central, ele destaca que nas proximidades da sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) vários imóveis foram tomados pela água, com a enxurrada derrubando muros e levando o que tinha pela frente.
O morador da região central Luiz Carlos da Silva disse que na rua Hab Carlos a água subiu cerca de 30 centímetros. Ele comenta que a enxurrada destruiu muros, estragou móveis e eletroeletrônicos em diversos imóveis. Silva ressalta que reside em Duartina há 47 anos e nunca havia presenciado uma tempestade tão forte como a que desabou ontem. “Fiquei com medo porque era muito intensa”, ressalta.
Piscinas
A chuva de 1h30 transformou as ruas em piscinas. A comerciante Vivian Maria Barbosa Gomes, com loja no Centro, disse que as primeiras quadras da avenida São Paulo foram tomadas pela água da chuva. Mesmo relato foi feito por uma policial civil ao ver a água chegar até o portão da Delegacia de Polícia, que fica na esquina da avenida Nove de Julho.
Fevereiro ruim
Ao relatar a chegada da chuva de ontem, Luiz Carlos da Silva destacou que o céu foi ficando negro, antes da tempestade cair. Duartina tem um histórico de destruição nos últimos dois anos causado por intensas chuvas, sempre em fevereiro.
Em um fim-de-semana do ano passado, uma tempestade causou graves prejuízos à cidade, com destruição de acessos. A ponte que liga Duartina ao acesso para a rodovia Castelo Branco (SP-280), na rodovia Lourenço Lozano (SP-293), caiu obrigando longos desvios para chegar e sair do município.
No ano anterior, quatro pontes de concreto foram derrubadas pela enchente, também em fevereiro.