Desde os doze anos freqüento os jogos do Noroeste em qualquer divisão que esteja. E neste ano tal como no campeonato do ano passado, a maquininha vermelha vem exibindo um futebol contagiante. E empatar em casa ou perder lá fora faz parte do contexto, mesmo porque até o Santos de Pelé e Coutinho dava as suas derrapadas e tenho plena convicção de que o nosso querido Noroeste estará nas semifinais deste campeonato de 2007. E por que não o titulo de campeão paulista, como ja experimentaram as cidades de Bragança, Limeira, São Caetano?
Dada a ótima campanha do time, vários torcedores, além de frequentarem os jogos locais, gostariam de acompanhar as partidas que são fora do estádio Alfredo de Castilho.No entanto, os preços dos ônibus que estão levando os torcedores estão muito caros e nem incluem a entrada do ingresso para quem quiser acompanhar a excursão futebolística. E tal acontecimento afasta centenas de torcedores que poderiam ir prestigiar o time, mas, devido à situação financeira que atravessam, são tolhidos de suas vontades.
Outra crítica construtiva que precisa ser feita é para os empresários bauruenses; a maioria de nós gostaríamos que fosse, mas o senhor Damião Garcia não é eterno.Portanto, ele não deve ser uma espécie de José de Arimatéia (aquele que ajudou carregar sózinho a cruz de Jesus no caminho para a cruxificação) e ficar carregando o Noroeste absolutamente sozinho. Por exemplo, além de contribuirem para com o Norusca financeiramente, muitos empresários locais poderiam patrocinar uma meia dúzia de ônibus para os torcedores acompanharem o time e pagarem somente os ingressos. Oras, se um time de esporte que não é de massa teve tanto apoio aqui em Bauru, por que o Noroeste não vai ter? E termino parabenizando o sr. Damião Garcia e a todo o elenco e funcionários do Esporte Clube Noroeste, que vem trazendo para todos nós bauruenses uma enorme felicidade.
PS-O Supremo Tribunal Federal julga nesta semana se presidentes da República, ministros, senadores e deputados e prefeitos devem ou não serem processados pela Lei de Improbidade Administrativa de 1992. Se valer a decisão de que a lei não pode ser aplicada contra politicos, mais de 14.000 processos contra eles serão invalidados e arquivados. A AMB (Associação dos Magistrados), da CONAMP (Membros do Ministério Público), da ANPR (Associação dos Procuradores da República) e da AJUFE (Juízes Federais) tentam impedir o julgamento final que já possui 6 votos favoraveis em favor dos politicos. Portanto, só restam 5 votos.
Pedro Valentim