Wilson, proprietário da saudosa “Central do Chopp”, resolveu contratar o amigo “Fininho” para trabalhar em sua propriedade rural, fazendo antes uma séria advertência:
- Fininho... lá no sítio, cachaça só no final de semana, hein...
- Tudo bem, Wirsão... vou deixar aquilo lá um jardim... deixa comigo!
Passado algum tempo, o sítio foi tomando um ar de abandono e as “barbas de bode” ameaçavam invadir a casa, deixando o nosso amigo possesso.
Ficou a matutar. Bebendo o Fininho não tá, pois não acho um vasilhame vazio...o que está fazendo aqui... que não carpe, não limpa?
Resolveu dar um tratamento de choque no matagal e começou a colocar fogo no mato, para desespero do caseiro.
- Pára, Wilson! Pára, Wilson! Nesta semana vou limpar tudo...
Não demorou para descobrir o segredo. Cada “barba de bode” atingida pelo fogo era um estouro e em poucos minutos o sítio estava parecendo Bagdá, com a quantidade de explosões.
Cada “barba de bode” escondia uma garrafa da marvada!
Antonio Pedroso Júnior