Paciência e muito cuidado. É do que precisam os motoristas ao fazer o retorno da avenida Nações Unidas da pista Centro/Geisel para a pista Geisel/Centro na altura da quadra 34 da via, imediações do Bauru Shopping. Sem radar nem semáforo, os veículos que transitam com destino à área central desenvolvem velocidade até maior que a permitida no trecho, o que dificulta os condutores que estão fazendo o retorno a entrar na pista. Para reduzir risco de acidente no local e dar maior fluidez ao trânsito, a sugestão de Archimedes Azevedo Raia Jr, que é engenheiro, mestre e doutor em transportes e professor da Universidade Federal de São Carlos, é abrir uma terceira faixa.
Assim, os veículos que fizerem a conversão para retornar para a região central de Bauru, ao invés de disputar as outras duas faixas da pista com os carros que já estão transitando pela Nações, teriam um faixa exclusiva. “Assim como tem faixa de desaceleração em muitos locais, como na própria Nações Unidas para acessar para a região do Parque das Camélias, poderia ser criada uma faixa de aceleração. Seria uma faixa adicional”, opina Raia Jr.
Para abrir uma terceira faixa seria preciso reduzir a largura do canteiro central da Nações Unidas, ressalta o professor. Outra alternativa, porém, mais difícil de ser executada, aponta o engenheiro de trânsito, é construir viaduto para a travessia de um lado a outro da avenida, que seria usada também para os retornos. “O projeto inicial da Nações Unidas, elaborado pelo Jurandyr (arquiteto Jurandyr Bueno) era uma via de trânsito rápido. Mas à medida que foram feitos retornos, entradas e instalados semáforos e radares, essa característica foi se perdendo”, analisa.
A velocidade máxima permitida no trecho do retorno em questão é de 60 quilômetros por hora. Medição feita pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) no ano passado revelou que 16% dos motoristas passam acima da velocidade permitida no trecho. A máxima registrada pelo radar da Emdurb durante a medição foi de 87 quilômetros por hora. A velocidade média registrada entre os apressadinhos foi de 82 quilômetros por hora.
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Segurança
O empresário Ohmar Tayar, que trabalha há 21 anos na Nações Unidas - os últimos três na quadra 35, onde fica atualmente sua revenda de automóveis -, considera o retorno da via muito perigoso. “Toda semana tem acidente nesse local, mas como geralmente são casos sem vítimas, as pessoas vão embora”, revela.
Segundo o empresário, o risco de colisões cresce nos “horários de pico”, das 12h às 12h30 e das 17h30 às 18h30, quando o trânsito no local aumenta bastante já que, além dos automóveis que transitam nos dois sentidos, avia recebe um grande número de veículos da rodovia. E naquele ponto não possui nem um recurso que controle a velocidade.
“A situação piora no início da noite, quando os ônibus que trazem os universitários de outras cidades para Bauru começam a chegar”, conta Tayar. “Alguma providência precisava ser tomada, talvez a diminuição do canteiro”, sugere o empresário.
Gustavo Cândido