Ao contrário das outras histórias em quadrinhos, que chegaram aos cinemas brasileiros criando grande expectativa - como “X-Men”, “Homem Aranha” e “Superman”, para citar algumas -, o filme “O Motoqueiro Fantasma”, que estréia nacionalmente hoje, inclusive em Bauru (confira a programação dos cinemas na página 33), não está sendo tão aguardado ou ovacionado assim.
Talvez o principal motivo seja que a saga do herói não é muito conhecida por aqui - as suas histórias foram parte de alguns gibis “Super Heróis Marvel”, além de aparições em tramas de outros heróis, como X-Men e Homem Aranha.
Mas quem gosta de quadrinhos sabe que Johnny Blaze é um justiceiro que vendeu a alma ao Diabo e agora trabalha para ele. A adaptação do anti-herói atormentado para as telas é dirigida por Mark Steven Jonhson, de “Demolidor - o Homem sem Medo”.
E a primeira empreitada do diretor no mundo dos quadrinhos fez com que ele usasse a mesma proporção -”mais efeitos, menos roteiro” - em “Motoqueiro Fantasma”.
A aventura, estrelada por Nicolas Cage, conta a história de um garoto que vende a alma a um demônio, Mephistópholes (Peter Fonda), para curar o pai do câncer. Mas o tal trato não sai como planejado para Blaze.
Anos depois, o rapaz assume o lugar do pai como motoqueiro profissional e se transforma em ídolo do esporte. É justamente quando Mephistópholes volta para cobrar a dívida e lhe dá uma missão: encontrar um outro demônio, Blackheart (Wes Bentley), e impedir que ele consiga um “contrato” - por almas que vendeu há muitos séculos atrás - que lhe permitirá dominar o mundo.
Ao mesmo tempo em que Blaze se transforma no Motoqueiro Fantasma - a tal caveira flamejante, que tem uma corrente que pega fogo e por meio do seu “Olhar de Penitência” vence os bandidos -, reencontra Roxanne Simpson (Eva Mendes), a namorada de adolescência abandonada que virou repórter de TV.
Blackheart, claro, descobre que a jornalista é o ponto fraco do herói, e usa a moça como moeda de troca para conseguir o que quer. Mas Blaze ganha um improvável aliado, um misterioso coveiro (Sam Elliott) que não é bem o que parece ser.
Com orçamento de US$ 120 milhões, o roteiro demorou para sair do papel pelas dificuldades em conseguir efeitos especiais verossímeis - afinal, não é nada fácil mostrar alguém se transformando em uma caveira flamejante com uma moto em chamas que destrói todos os lugares por onde passa.
Mas, a julgar pela bilheteria norte-americana desde a estréia, há duas semanas, o investimento será um sucesso: foram mais de US$ 60 milhões arrecadados nos dois primeiros finais de semana, e o primeiro lugar entre os mais assistidos. No Brasil, o longa também deve agradar.
Afinal, mesmo não sendo um clássico das adaptações dos quadrinhos para o cinema, o filme tem tudo para fazer a alegria dos fãs de filmes de ação.
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Protagonista é fã do herói
O ator Nicolas Cage é fã de histórias em quadrinhos. Tanto que, ao adotar o sobrenome artístico (o verdadeiro é Coppola), pegou emprestado o “Cage” de Luke Cage, o Herói de Aluguel, personagem da Marvel Comics que tinha superforça e pele invulnerável. Apesar da homenagem, o seu personagem preferido sempre foi o Motoqueiro Fantasma.
Em entrevistas na época do lançamento do filme, ele disse que ser o herói era a realização de um sonho. O filme, aliás, começou a ser realmente produzido depois que Cage - que tem um Motoqueiro tatuado no braço- entrou no projeto.
O ator sempre quis ser um herói na tela e esteve cotado para ser o Superman, que acabou com Brandon Routh. Não conseguiu o homem de aço, mas levou o motoqueiro. Para o ator, já está de bom tamanho.
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Promoção
O Cine Multiplex cobrará meia entrada das pessoas que apresentarem habilitação de motocicleta para assistir “O Motoqueiro Fantasma”, às segundas, terças e quintas.