Cultura

Premiado, ‘Pequena Miss Sunshine’ volta hoje aos cinemas de Bauru

Por Adriana Fricelli | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de concorrer a quatro estatuetas e ganhar duas, de melhor ator coadjuvante para Alan Arkin e Melhor Roteiro Original, o filme “Pequena Miss Sunshine” retorna ao cinema de Bauru para sessões diárias no Cine’N Fun do Alameda Quality Center (confira a programação na página 33).

Com ótimo ritmo, o filme, dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, parte do encontro da família ao descobrir que Olive foi selecionada para o concurso Little Miss Sunshine. Sem dinheiro suficiente para passagens de avião e sem poder deixar Frank, o vovô ou Dwayne sozinhos, a solução é colocar toda a família dentro da Kombi amarela, partir para a Califórnia e realizar o sonho da adorável menina.

Greg Kinnear (“Melhor É Impossível”) interpreta Richard, o patriarca dos Hoover, palestrante motivacional fracassado que nunca passa uma chance de emitir citações de psicologia barata sobre vencedores e perdedores. Ele é casado com Sheryl (Toni Collete, de “O Sexto Sentido”, “Um Grande Garoto” e “Em Seu Lugar”), o ponto de apoio que tenta desesperadamente que sua família dê certo, após um divórcio aparentemente doloroso.

O casal tem dois filhos: o adolescente Dwayne (Paul Dano, de “Os Sopranos”), em voto de silêncio e dono de ódio pela família, e a pequena Olive (Abigail Breslin, de “Sinais”), que vem treinando para apresentar-se em um concurso de miss mirim. O elenco se completa com Frank (Steve Carell, de “O Virgem de 40 Anos”), estudioso gay irmão de Sheryl em recuperação após uma tentativa de suicídio, e o avô (Alan Arkin), expulso de uma casa de retiro por seu vício em heroína.

Da trilha sonora e fotografia às interpretações complexas, “Pequena Miss Sunshine” capta as entrelinhas de qualquer crise familiar. Na riqueza de observações dos diretores e na sátira à sociedade americana, a família chega ao bizarro concurso de beleza infantil e o filme, à sua conclusão nada piegas, com uma história bem contada, de que às vezes é importante fazer as coisas somente por fazer – e ainda rir de si mesmo.

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