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Com volta às aulas, pais devem ficar atentos a piolho

Por Lívia Sampaio | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Todo mundo quer evitar o assunto, mas a verdade é que eles estão por aí, em todas as cabeças. O piolho é um problema que não faz diferenciação entre classe social e idade, apesar de ser mais comum em crianças em fase escolar, da pré-escola ao fim do ensino fundamental. Agora, com a volta às aulas, os pais devem ter cuidado redobrado com seus rebentos. Cabeça coçando pede uma inspeção rigorosa.

Nessa etapa da vida, as crianças têm muito contato entre si e vivem emprestando objetos de uso pessoal - como boné e fivelas de cabelo - aos colegas, o que ajuda a disseminar ainda mais os insetos sanguessugas.

“O principal tratamento consiste na limpeza dos cabelos, além de penteá-los com pente fino. Qualquer xampu adquirido em farmácias é suficiente para o tratamento’’, afirma o pediatra Nicolas Roberto Schor, do Hospital Beneficência Portuguesa de Santo André.

O xampu, entretanto, não vale como medida preventiva. Ele alerta que os métodos “muitas vezes escabrosos’’ da sabedoria popular devem ser evitados nesses casos. A saber: o vinagre, tradicionalmente usado por outras gerações, hoje é contra-indicado no combate aos piolhos. “Não é bom que um produto como o vinagre entre em contato com as feridas que se formam com as mordidas do piolho’’, diz o médico.

O uso de querosene na cabeça também é contra-indicado. Além de ser altamente tóxico, a criança pode sofrer queimaduras graves caso se aproxime acidentalmente do fogo. “Imagine se alguém acender um fósforo perto dela?’’, questiona o pediatra.

Outra medida importante é instruir as crianças a não compartilharem objetos de uso pessoal com os colegas. Se estiverem com piolho, a escola deve ser comunicada imediatamente e o estudante deve ficar longe das aulas até se livrar da infestação.

Vale ressaltar que estar com piolho - ou pediculose, como dizem os médicos - não implica em falta de higiene, necessariamente. Mas é preciso detectar logo o problema e tratá-lo imediatamente. Crianças com piolho tendem a ficar mal-humoradas e podem ter rendimento escolar reduzido. Além disso, em casos mais graves, podem aparecer ínguas (inflamação nos gânglios linfáticos) e infecções secundárias.

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Tratamento

Quando Rafaela estava com 5 anos, se queixou à mãe, a psicóloga Andréa Paschoal, 35 anos, que estava com “formiguinhas na cabeça’’. “Como ela estuda em escola particular, nunca pensei que pudesse pegar piolho’’, diz a mãe.

Logo após inspecionar a cabeça da menina, hoje com 8 anos, e constatar o problema, Andréa fez o certo: tratou de usar um xampu específico na filha e reaplicá-lo dias depois. A medida resolveu a infestação. Rafaela teve piolho novamente. Mais uma vez, o tratamento foi eficaz.

Já a balconista Alessandra de Souza, 26 anos, ficou sem graça de contar à mãe de uma amiguinha da filha Giovanna, 3 anos, que a filha provavelmente havia contraído a infestação da criança. “Sabe como é, as pessoas não gostam muito de tocar no assunto’’, lembra. A solução foi a mesma adotada por Andréa: um xampu resolveu o problema rapidamente.

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