No nosso cotidiano ser professor é um ato de tolerância. Salários baixos, faltas de respeito dentro da sala de aula, classes superlotadas e a desvalorização do profissional. O sonho do professor é um dia ser valorizado pela educação que lhe dê perspectiva de uma vida digna como era no passado. Quem sabe futuramente sem professor o governo passe a enxergar esses seres tão insignificantes que formam doutores, juízes e as demais profissões. Todo início de ano colocam nos jornais bônus para disfarçar o descaso pelo professor.
Um bônus baixíssimo que mal dá para ir ao supermercado. Os cursos de educação continuada não foram incorporados no bônus (como foi divulgado pela mídia), apenas uma propaganda enganosa. O mínimo foi R$ 400 e não R$1.200. Que vergonha!
Queremos que esse bônus seja incorporado no nosso salário e ao dos professores que já não estão na ativa, que tiveram uma vida árdua e longa de amor pela educação.
E o que recebemos?
Uma quantia insignificante! Verdadeiro desrespeito ao funcionalismo. Como foram feitas essas avaliações? E os nossos cursos?
O professor no fim de sua carreira, ele é afetado por males como: esporão, artrose, bursite e problemas psicológicos. A profissão professor é transmitir conhecimentos e não receber descaso pelos governantes. Até quando? Será que a educação será um dia prioridade neste país? O que você leitor pensa de tudo isso?
A autora, Ana Sônia, é professora e historiadora