Dia destes li neste jornal sobre a proibição de se estacionar na quadra 16 dessa avenida. Como da vez anterior, achei um absurdo. Já não chega toda a proibição até a quadra 15 e agora mais uma. O que eu acho é que está havendo uma baita de uma falta de capacidade das autoridades envolvidas para resolverem o problema. Em parte, um dos culpados é o Conseg-Sul, formado por gente influente que, a todo custo, quer tolher a liberdade do jovem bauruense de ir e vir. Só proibição não resolve o problema. Tem que liberar tudo (pois só há comércio nas quadras proibidas) e regulamentar a permanência do jovem no local. Estabelecer critérios para o som exagerado, que realmente perturba, escapamentos abertos, alta velocidade e providenciar lixeiras no local. Iluminar toda a avenida e colocar alguns policiais para garantirem a ordem. Inclusive polícia não é problema, pois lá vive cheio de viaturas. A polícia tem que fiscalizar a pé com o talão de multa na mão. Tem que intimidar. O motivo desta carta é simplesmente uma crítica construtiva e uma opinião de uma pessoa que tem 56 anos e gosta de ir até a Getúlio. Gosto de movimento, de diversão, mas organizada e lá é um local agradável (apesar da baderna) para se ir devido à brisa fresca que sopra durante a noite. Por esse motivo se os problemas lá forem sanados todo bauruense poderia usufruir do pedaço, mesmo porque os jovens de Bauru não têm mais para onde irem pois logo acabarão sendo empurrados para a rodovia.
Você que só sabe proibir e reclamar encontre uma solução para o problema, pois um dia você também foi jovem e deve ter filhos e netos que freqüentam essa avenida. Não se esqueçam que vivemos em igualdade de direitos, independentemente de classe social e o fato de pessoas influentes estarem forçando a barra contra a permanência do jovem na Getulio, isso não lhes tira o direito de lutarem até na justiça se for o caso, para reaverem seus direitos retirados. Está na Constituição Federal o direito do cidadão de ir e vir e permanecer em qualquer local desde que não esteja violando a lei. Podem ter certeza que serei um dos maiores incentivadores dos mesmos, se moverem uma ação a favor da liberdade de estarem onde quiserem.
Todos só sabem proibir, porém ninguém até agora se propôs a encontrar um lugar para o jovem bauruense se distrair nos finais de semana. Eu desafio os senhores que se sentem donos de Bauru a resolverem esse problema de forma racional e justa pra ambos os lados. Só proibir não resolve nada! Ansioso, aguardo uma solução, sem réplica.
Luiz Carlos Juncal