Tribuna do Leitor

Estatística bauruense


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As estatísticas oficiais confirmam: os bauruenses estão ficando mais escolarizados. Seria essa a manchete que identificaria que a cidade está no rumo certo da educação? Engana-se quem leu apenas esse primeiro parágrafo. Embora especialistas insistam em afirmar que os números são falsos, os dados oficiais continuam sendo camuflados para que a taxa de analfabetismo continue caindo.

Se para o Ministério da Educação é suficiente saber ler e escrever o próprio nome para ser considerado alfabetizado, porque então a definição de analfabetismo funcional? Um dos defeitos apontados por analistas desses dados é que a pesquisa só aufere o analfabetismo em pessoas acima de 15 anos, embora os quatro primeiros anos do ensino fundamental serem exclusivamente dedicados à alfabetização das crianças entre os 7 e 11 anos. Por que será essa limitação na idade? Seria essa uma maneira encontrada para ignorar a realidade, onde alunos ingressam no ciclo II analbetos, e não funcionais? Acredito que o primeiro passo para uma possível mudança seria um grande investimento na formação dos professores alfabetizadores: aqueles, que além de ensinar a ler o próprio nome, vão além, ensinam a ler nas “entrelinhas”. Seria um primeiro passo. É necessário urgentemente dar esse passo.

Fernanda Andréa Prates Balieiro, estudante universitária e secretária de escola estadual

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