Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Dudu e Agostinho

Circulou ontem pelos bastidores que o presidente do PFL de Bauru, Dudu Ranieri, até toparia disputar a eleição para prefeito em 2008, desde que o secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho (PMDB), seja seu vice. Há quem diga no PFL que com a experiência de Dudu e a juventude e vontade de Agostinho, a chapa é imbatível.

• Mas nem pensar...

Por outro lado, o pefelista não quer nem ouvir falar o nome do prefeito de Agudos, José Carlos Octaviani (PMDB). Segundo fontes do PFL, Dudu teria descoberto que foi Carlão quem enviou cartas à imprensa falando mal dele. O prefeito de Agudos virou “persona non grata” no PFL. “Além do mais, Bauru tem muita gente capacitada para dirigir os destinos da cidade”, alfineta.

• Análise eleitoral

Quando fala sobre prefeitáveis, Dudu Ranieri não titubeia e cita quatro nomes: Caio Coube, que segundo ele tem o dinheiro, os votos e o partido, Toninho Garmes, que tem partido e dinheiro, mas não sabe se tem votos, Marcelo Borges, que pode ter votos, tem partido, mas não tem dinheiro, e Rodrigo Agostinho, que também tem partido, tem votos, mas não tem dinheiro. E o Dudu? “Também não tem dinheiro, mas se alguém bancar...”, responde.

• Mágoa destilada

O que é quase certo nas fileiras pefelistas e ficou transparente na reunião de ontem do PFL é que o partido não quer mais se aliar aos tucanos. Pefelistas de longa data dizem que o presidente da sigla não digeriu o tratamento dado pelo PSDB à candidatura de Dudu a deputado federal. “Preferiram trabalhar para gente de fora”, comenta um deles.

• Tucanos e Chiara

Por outro lado, parece que os tucanos estão interessados em uma aliança com o PFL, sobretudo se o partido indicar Chiara Ranieri para vice-prefeita. Dizem que ela tem tudo que o PSDB precisa para atrair os eleitores: além de ser mulher, é jovem e já foi batizada na política. Dizem também as más línguas que são qualidades que não existem no ninho tucano, um reduto de muitos homens.

• Terceiro assessor

Começa a repercutir a contratação do terceiro assessor por parte dos vereadores Salvador Afonso (PDT) e Pastor Luiz (PTB). Um leitor se manifesta na tribuna, no outro lado desta página. Outros enviaran comentários no site do JC abominando a prática, considerada desnecessária e opulenta por parte de quem discorda das contratações.

• Sem preocupação

Salvador e Pastor se mostram calmos. Eles sabem que os cidadãos mais críticos partirão para o ataque. Mas não se importam muito. O eleitorado deles é formado por pessoas que costumam cobrar menos este tipo de comportamento. Seus eleitores preferem saber o que os vereadores pode fazer diretamente por eles. A discussão sobre a moralidade do ato fica em quinto plano.

• Edmundo trabalha

Poucos percebem, mas o secretário de Finanças de Bauru, Edmundo Albuquerque, é pré-candidatíssimo a prefeito em 2008. A medida de seus passos e as entrelinhas de suas falas revelam planos de vôo. Fica apenas a expectativa de sobre o perigo de um choque no ar com o outro pré-candidato, José Clemente Rezende, uma vez que neste grupo não há controladores de vôo.

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