Bairros

Maioria dos negócios é recente

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A maioria dos empreendimentos instalados na periferia de Bauru é recente. Na última semana, o Jornal da Cidade abordou proprietários de estabelecimentos localizados em bairros pobres do município. Todos os empresários ouvidos declararam estar há menos de um ano em atividade.

Maria Helena Pereira é dona de um estabelecimento situado no Núcleo Gasparini, zona norte da cidade. O local começou a funcionar há apenas três meses, mas já garante o sustento de toda a família. “A gente tinha uma restaurante, mas foi obrigado a vender. Resolvemos, então, abrir uma padaria neste lugar”, explica ela.

Situações semelhantes podem ser encontradas em outras partes da cidade. Há oito meses, Gertrudes Aparecida da Silva, 49 anos, moradora da Pousada da Esperança, tem ganhado a vida trabalhando em um brechó instalado às margens da avenida Sebastião Arantes Figueiredo(mais conhecida como “Estradão do Gasparini”). “Sempre vendi roupas usadas, só que em espaços alugados. Aqui não tenho despesas, pois o terreno onde a loja está instalada é meu”, diz ela.

Entre todos os empreendimentos abordados, o que está há menos tempo em atividade é uma drogaria situada na avenida Ayrton Busch, no parque Santa Edwirges. Na última segunda-feira, dia em que a entrevista foi realizada, o estabelecimento estava completando quatro dias de funcionamento.

Apesar de estarem há pouco tempo no local farmacêutica Fabiana Modolo, 28 anos, e a prima Natália, 17 anos, responsáveis pelo estabelecimento, demonstravam estar satisfeitas com o movimento da região. “Deixamos a farmácia aberta no sábado e apareceram vários clientes. Acho que este lugar tem tudo para ir adiante”, aposta.

Pode até ser. Modolo conta que até algumas semanas atrás, o espaço onde elas trabalham era ocupado por uma outra drogaria. “A antiga farmácia funcionava há quase um ano. Não sei direito o que aconteceu, parece que a dona estava meio desanimada e resolveu vender”, diz.

O estabelecimento de Pereira também já havia passado pelas mãos de outros empreendedores, antes de ser comprado por ela. “Na verdade, essa padaria existe há quase 20 anos. Acontece que, desde então, ela trocou bastante de donos”, explica. Antes dela, outras cinco pessoas tentaram levar o negócio adiante, sem sucesso.

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