Reginópolis - Os vereadores integrantes das duas Comissões Processantes (CPs) criadas para investigar denúncias feitas por Juracir Tomaz de Aguiar contra o prefeito de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), Claudemiro Undiciatti (PSDB), marcaram para amanhã o depoimento do chefe do Executivo.
A defesa prévia apresentada por Undiciatti não convenceu os integrantes das CPs que decidiram prosseguir com as investigações. Por isso, amanhã Undiciatti deverá apresentar nova defesa em relação às acusações que lhe pesam.
Conforme o JC noticiou em matéria publicada no início do mês passado, Aguiar questiona o valor de R$ 7,8 mil que a prefeitura teria pago para a Banda “Almanaque” se apresentar na cidade em dezembro último, durante a passagem do ano. Ele também levanta suspeitas sobre possíveis compras sem licitação pública de materiais de limpeza, higiene e consumo, realizadas pela administração em uma única loja, durante o ano passado que, somadas, dariam o total de R$ 44.222,68.
Segundo o setor jurídico da Câmara, a defesa de Undiciatti arrolou 15 testemunhas cujo os integrantes das duas CPs ouvirão a partir deste mês. Entre as testemunhas estão vários funcionários da prefeitura. “O prefeito teria direito a 10 testemunhas, mas as Comissões permitiram que o prefeito arrolasse número maior até para que não haja algum tipo de nulidade dos trabalhos no futuro”, explica Ricardo Kassim, advogado da Câmara.
Futuras diligências ou convocação de novas testemunhas só serão decididas durante o andamento das oitivas. De acordo com Kassim, o denunciante Aguiar não arrolou nenhuma testemunha para ser ouvida. Procurado pela reportagem há cerca de um mês, Aguiar disse ter documentos que detalham as supostas irregularidades cometidas pelo prefeito.
Conforme explicou o setor jurídico, o Legislativo criou duas CPs, ao invés de uma porque as denúncias se referem a fatos distintos, cujos relatórios finais devem ser votados separadamente.