Economia & Negócios

Classificação poderia ser melhor

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Na avaliação de alguns especialistas do setor empresarial, a classificação de Bauru no ranking das cidades mais dinâmicas do País é tímida. Para eles, faltam incentivos municipais na área industrial e mais empreendimentos com tecnologia de ponta para melhorar a relação Produto Interno Bruto (PIB) e população.

“Bauru não dispõe de um parque industrial com muitas empresas, não só de grande porte, mas também com grande potencial tecnológico. Esses diferenciais favorecem um faturamento maior pela qualidade do serviço oferecido. Conseqüentemente, o trabalhador é melhor remunerado, já que é mais qualificado”, ressalta Milton Debiasi, gerente regional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Cidades como Marília e Jaú ficaram à frente de Bauru na lista dos mais dinâmicos. Para Debiasi, os dois municípios dispõem de parques industriais mais suscetíveis ao desenvolvimento. Além disso, as prefeituras têm investido fortemente na área de educação, segundo Debiasi.

Para Claudemir Guedes Misquiati, diretor-adjunto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jaú e Marília se sobrepuseram a Bauru na lista de dinamismo em razão dos investimentos e incentivos de suas prefeituras. “Aqui (em Bauru), não temos isso. Os distritos industriais são ultrapassados, com uma infra-estrutura precária, sem rede de tratamento de esgoto”, constata.

Para o economista e professor Reinaldo Cafeo, Bauru é carente de uma política de desenvolvimento econômico. “As políticas públicas locais são oportunistas, isto é, espera-se o setor privado tomar a iniciativa para depois acompanhar os projetos de desenvolvimento”, critica.

Ele diz que, para uma cidade ser considerada dinâmica, é preciso que sua gestão combine investimentos públicos com privados, resultando em qualidade de vida à população.

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Os dez primeiros

Entre os dez primeiros municípios classificados na pesquisa sobre o dinamismo das cidades brasileiras, metade está no Estado de São Paulo. Paulínia encabeça a lista.

Em seguida vêm Macaé (RJ), Rio Verde (GO), Itajaí (SC), Cubatão (SP), Araucária (PR), Barueri (SP), Sorocaba (SP), Mogi Guaçu (SP) e Jaraguá do Sul (SC). Entre as 300 mais dinâmicas do País, 100 ficam no Estado de São Paulo, sendo 74 no Interior e Litoral e 26 na Grande São Paulo.

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