Tribuna do Leitor

Assim caminha (violenta) a humanidade


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É notório que a população anda estarrecida, com medo da onda de violência que assola o país. Quando há um crime de projeção nacional (vide o caso do garoto João Hélio), toda sociedade fica chocada, comovida com a tragédia. Toda violência praticada pelo homem, seja em proporção abissal ou insignificante, não existe justificativa para o seu ato e, é óbvio, tem que ser abominada de qualquer forma. Desde os primórdios da humanidade, a violência anda junto com o homem não devido à fatores externos, pois o fim não justifica os meios, mas sim no seu interior, dentro do seu coração. O homem tem consciência do que faz, do que pratica, mas não tem discernimento do amor pelo próximo, pela vida.

É sabido que a violência urbana está incontrolável, e, acredito, não existem medidas para coibir toda essa onde de terror. A violência doméstica cresce assustadoramente, na mesma proporção que a violência ambiental. E tudo isto chega ao nosso conhecimento através da mídia, mas existem aquelas que não vemos, ou não ficamos sabendo, que são as violências do dia-a-dia. Uma agressão física, ou mesmo para denegrir, humilhar o próximo, é uma violência. Um pai que repreende o filho severamente a ponto de constrangê-lo, é uma violência. Aquele que sai à caça de animais silvestres, seja para matar ou comercializar, é uma forma de violência. Você que joga lixo orgânico nos terrenos baldios, copos descartáveis nas ruas, enfim, entulha nossa cidade com porcaria, isto é violência, pois está agredindo a mãe natureza.

Maltratar os animais a ponto de ver seu sofrimento, é uma violência. Portanto, comover, ou mesmo mobilizar-se com casos isolados não vai trazer a tão almejada paz que queremos. É preciso observar o que fazemos no dia a dia, para sabermos se praticamos à paz, ou promovemos à violência. Para que haja paz no coração de cada um, é imprescindível amar ao próximo, amar a natureza e sobretudo, amar a si mesmo. A violência no seu coração, fomenta à insanidade de querer destruir tudo e todas, violando os princípios éticos, morais e bíblicos, pois o homem credita sua força na carne e como consequência vai se afastando de Deus. Para acabar com a violência, acredito eu, temos que fazer amizades, construir uma aliança em prol da paz, valorizar a vida, pois a vida pode ser bem vivida de muitas maneiras, mas não de qualquer maneira.

Precisamos um do outro para nos ensinar, nos conduzir, conhecer sua alma, saber o que as pessoas sentem, o que elas desejam de nós, e para que isso aconteça é preciso nos aceitarmos em primeiro lugar e depois olharmos para o próximo e enxergarmos o nosso reflexo. E dentro desta linha de raciocínio é que acho importante que neste universo de 6 bilhões de pessoas cada um de nós se disponha em alguns minutos por dia a meditar, refletir o que estamos fazendo para acabar com a violência dentro do próprio coração. Perante Deus, somos todos irmãos, independente de etnia, cor ou credo, pois só Deus salva, só Deus é a solução, mais nada. Afinal, o que tudo isto importa? Eu importo, você importa acredite em você. Eu acredito... e você? Pense nisto!

Paulo Roberto dos Santos - RG 12.172.522

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