São Paulo - “É muito sofrimento.” Essa frase foi repetida várias vezes por Marcos durante a derrota por 2 a 1 para o Noroeste, ontem, no Palestra Itália. O lamento foi ouvido por repórteres de rádio, atrás do gol. Marcos falava sozinho, em sua área, lamentando a sina do Palmeiras como mandante - a última vitória em casa foi em 25 de janeiro.
“Não podemos tirar os méritos do Noroeste, um grande time, que fez o que todos os outros fazem aqui no Palestra: veio fechadinho, saindo nos contra-ataques”, disse Marcos. “O Palmeiras foi bem, foi brilhante como no domingo (contra o Corinthians), mas não fizemos os gols. Foram muitas falhas de finalização”, emendou o goleiro.
Apesar da derrota, o Palmeiras saiu aplaudido de campo. Com os resultados da rodada de ontem, o time entraria na zona de classificação se vencesse o Noroeste. Com a derrota, ficou em situação difícil.
“Agora é começar a torcer contra os outros”, lamentou Marcos. Para o goleiro, o segundo gol do Noroeste, um minuto após o empate, matou a reação palmeirense. No lance, David afastou mal e Otacílio Neto aproveitou. “Faltou experiência. Tinha que dar um bico”, disse Marcos.
O goleiro já havia se irritado na etapa inicial. Após o gol contra de David, o primeiro do Noroeste, Marcos foi tirar satisfações com o atacante Leandrinho, que comemorou com uma dança exótica. O goleiro chegou a dar um empurrão no jogador do Noroeste. “Rebolar na frente da torcida não vai acrescentar nada ao futebol”, disse Marcos. “Foi uma comemoração normal”, defendeu-se Leandrinho. “Outro dia o Alemão dançou aí (contra o São Caetano) e ninguém falou nada”, emendou o noroestino.
Mantendo o chamado “rodízio de capitães”, Caio Júnior deu a braçadeira para o zagueiro Dininho. Ele foi o quarto capitão diferente do Palmeiras em quatro jogos. Marcos, Martinez e Edmundo carregaram a braçadeira nas partidas anteriores.