O ano começou difícil para algumas entidades assistenciais de Bauru. O Sistema Único de Saúde (SUS) atrasou o pagamento por serviços prestados na área médica, o que está comprometendo o funcionamento de instituições. É o caso do Lar-Escola Rafael Maurício, localizado na Vila São Paulo, que atende 280 pessoas portadoras de deficiência. A entidade ainda não recebeu a verba anual de R$ 60 mil referente a 2006. O dinheiro deveria ter sido liberado no primeiro semestre do ano passado.
José Carlos Augusto Fernandes, presidente da Associação das Entidades de Assistência e Promoção de Bauru, preferiu não dar detalhes sobre o assunto, atendendo o pedido das instituições. Ele disse somente que a situação está normalizada.
Mas não foi o que aconteceu no Lar Rafael Maurício. O presidente da entidade, Joaquim Eliseo Mendes, afirma que a verba ainda não foi liberada e que o SUS não revela o motivo do atraso. Segundo ele, apesar de ser anual, o dinheiro contribui muito na manutenção da entidade, que tem um gasto mensal de mais de R$ 50 mil.
Ele diz que o padrão do atendimento não foi afetado, mas mantê-lo está cada vez mais difícil. “Estamos fazendo uma ginástica muito grande para continuar com a mesma qualidade do serviço. O orçamento está muito apertado”, ressalta.
Conforme Mendes, a entidade é mantida com repasses do Estado, União e do Município. São quase 300 pessoas, com idade entre 9 e 30 anos, atendidas por psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, nutricionistas e enfermeiros. Quarenta e duas moram na entidade e as demais são assistidas durante os períodos da tarde e noite. O JC entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde para saber quais entidades ainda têm verba do SUS a receber e o motivo do atraso, mas até o fechamento desta edição o órgão não havia dado retorno.