Regional

Desmontada quadrilha que furtava zona rural

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) encontrou, ontem à tarde, em uma residência no bairro da Pampulha, uma série de objetos e peças de carro furtados no mês passado na região.

O local, que funcionava como uma espécie de depósito de produtos roubados, também era o esconderijo de Marcos da Silva, conhecido como Deu, que seria, segundo a polícia, integrante de uma quadrilha que efetuava furtos em propriedades da zona rural de pelo menos três cidades: Agudos, Pederneiras e Lençóis Paulista.

“Encontramos na casa objetos que haviam sido levados de uma fazenda de Pederneiras no dia 20 de fevereiro e peças de um veículo furtado em Lençóis na quinta-feira”, diz o delegado titular da cidade, Jader Biazon. Silva não estava no local e, até a noite de ontem, era procurado pela polícia, que iria pedir a sua prisão preventiva.

A polícia de Agudos chegou até o esconderijo de Deu após intensificar, na última semana, as investigações para combater os crimes contra o patrimônio na cidade.

Segundo Biazon, havia a suspeita de que uma mesma quadrilha estivesse efetuando os furtos, o que se confirmou no começo da tarde da última sexta-feira com a prisão de Antônio de Souza, o Neguinho, quando ele adentrava com seu veículo em um posto de combustíveis no acesso Richard Fredemberg.

No interior do carro, segundo o delegado, estava um toca CD furtado na zona rural de Pederneiras no dia 20. Souza foi preso em flagrante sob a acusação de receptação.

Poucas horas depois, os policiais civis prenderam um acusdo de ser comparsa de Neguinho, Calixto dos Santos Pereira, que estava em sua casa.

No local, foram encontrados um equipamento de rádio amador e uma antena, furtados de uma fazenda em Pederneiras no dia 28 de fevereiro. Pereira também foi preso em flagrante, acusado por receptação e, junto com Souza, encaminhado à Cadeia Pública de Avaí.

Segundo Biazon, tanto os dois ladrões presos quanto o procurado têm fichas criminais extensas, com acusações que, quando impressas, medem mais de seis metros de comprimento. O histórico de crimes do grupo inclui furtos, roubos, receptação e, no caso de Souza, um homicídio.

No início da noite de ontem, o delegado de Agudos acreditava que a prisão de Deu deveria ocorrer em poucas horas. “Vamos continuar as diligências para tirar essa quadrilha de circulação”, diz Biazon.

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