Tribuna do Leitor

Rejeitamos a omissão


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Muitos enaltecem as mulheres quando chegamos próximo da data comemorativa de 8 de março. É muito bom, nós merecemos. Mas pode dar uma impressão “cosmética” e “maquiada” do sentido verdadeiro, coisa que o comércio sabe explorar muito bem. O que sinto falta é mais do que isso. Onde estão os marcos históricos permanentes, registros das conquistas de mulheres fortes e guerreiras que ajudam a escrever a história da cidade, como nomes de ruas, avenidas, monumentos, praças? É fácil constatar que há poucos, basta dar uma volta pelo bairro. Que homenageiem nossos bravos, mas também as bravas mulheres. São muitas. Educadoras dedicadas, médicas, enfermeiras, políticas, líderes comunitárias, desportistas.

As gerações mais jovens precisam crescer com a noção da eqüidade dos gêneros de forma ampla, começando em suas próprias casas. O mercado de trabalho está, pouco a pouco, proporcionando isso, mas é preciso mais. A história precisa ser contada considerando a participação de todos que se esforçam, desde na luta pela melhoria de um bairro afastado até nas descobertas científicas mais significativas. E, convenhamos, em uma ponta a outra a participação das mulheres é sempre muito presente. Não pedimos destaque por que somos mulheres, mas não queremos omissão dos fatos por que somos mulheres.

Sandra de Cássia Ribeiro - professora

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