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Gestão de empresas industriais


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Nos últimos anos com o baixo crescimento da economia, as empresas tiveram que adotar modelos de gestão para administrarem seus negócios e sobreviverem num mercado cada vez mais competitivo.

A crise sempre foi uma boa professora e soluções novas apareceram para dar novos caminhos e resolver os problemas que surgiram em tempos de ambientes turbulentos.

Podemos observar o método japonês da Toyota que prega a produção enxuta e o defeito zero ou o da Alpargatas um calçado popular transformado num produto de status: “Nós não vendemos produtos, vendemos sonhos”, afirma Márcio Utsch, presidente da empresa.

Freqüentemente, porém, as empresas tem adotado linhas de gestão que levam às seguintes práticas:

a) As soluções estratégicas apontam quase sempre para abertura de novos mercados e ganhos de eficiência nos vários setores da organização. Trabalha-se a cadeia de valor inteira, do fornecedor ao cliente.

b) A busca de novas relações com o mercado, através da interpretação das expectativas dos clientes, afim de transformá-las em produtos de melhor qualidade.

c) A marca passou a pertencer aos atributos intangíveis que trazem valor transmitindo não apenas qualidade, mas um conceito.

d) O retorno sobre o patrimônio tem sido resultado de uma série de programas que impulsionam a produtividade dos trabalhadores que passaram a fazer parte do dia-a-dia das empresas, é o chamado gerenciamento do Conhecimento. Quando alguém desenvolve uma solução inovadora, ela é transmitida a todos. Com isso, compartilham-se lições e evitam-se a repetição de erros. Outra iniciativa é o programa de manutenção total. Cada colaborador é treinado para responsabilizar-se pela manutenção do equipamento que utiliza, poupando tempo e dinheiro.

e) As empresas têm proporcionado o repasse de ganhos de produtividade para os preços, têm colocado como objetivo altas taxas de ocupação industrial, bem como, investimentos permanentes em pesquisa e tecnologia.

f) O desenvolvimento de pessoal tem sido um ponto forte do sistema de gestão das empresas. Capacitação faz a diferença. Além de mais competitividade para as empresas, o investimento em RH aumenta o tempo de permanência dos colaboradores, garantindo baixa rotatividade, alavancando o grau de comprometimento dos mesmos.

g) Nos modelos de negócios das empresas, desenvolveram-se nos últimos tempos, eixos que permitam a diversificação de riscos. Por exemplo, além de fornecer produtos para o mercado nacional, elas buscam exportar parte de sua produção para países que tenham interesse em seus produtos. Esse equilíbrio evita sobressaltos quando um dos mercados reduz seu ritmo de atividade.

Observa-se, portanto, em termos de gestão de empresas e ambiente de negócios, a constatação de que quanto mais competência tiver ao redor dos setores industriais, bem melhores os fabricantes terão de ser para garantir competitividade.

O autor, Carlos Roberto Sette, é diretor-executivo do Grupo Itabom e coordenador do grupo de Economia do Ciesp-Bauru

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