Geral

Organismo exige dose certa de água

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 3 min

Beber muita água costuma ser a orientação dos profissionais de saúde a todas as pessoas, principalmente em períodos de altas temperaturas e baixa umidade do ar, como o atual. Mas água em excesso também pode causar complicações à saúde. Aproveitando o Dia Mundial do Rim, comemorado anteontem, o Hospital Estadual (HE) de Bauru fez uma campanha de prevenção às doenças renais e esclarece que a quantia ideal de água varia de pessoa para pessoa.

“A ingestão de água depende do porte físico da pessoa, da idade, do estilo de vida – sedentário ou ativo – e da perda diária de líquidos”, explica o nefrologista Fábio Duarte Garcia, do HE. Um adulto saudável libera em torno de dois litros na urina por dia, quantidade que precisa ser reposta para manter o organismo hidratado.

Mas o médico ressalta que a hidratação do corpo não depende apenas da ingestão de água. “Além de sucos, há água também em alimentos”, explica. O nefrologista ainda reforça que o importante é consumir a quantidade de líquidos necessária para suprir as perdas: “A sede é um bom jeito de fazer um balanço do déficit de água” diz.

Perda de sais

A ingestão excessiva de água pode causar perda de sódio e potássio, elementos essenciais para que a pressão permaneça estável e a resistência física seja mantida. “Assim como o consumo de água é importante para que o corpo fique hidratado e as impurezas sejam eliminadas com eficácia pelos rins, o excesso retira substâncias importantes para o funcionamento do corpo”, completa a enfermeira do HE Aniela Nascimento.

O primeiro passo para diagnosticar uma doença renal é fazer um exame simples de urina ou de creatinina, por meio do sangue. Indivíduos portadores de diabetes, hipertensão e pessoas com histórico de doenças renais na família têm propensão a desenvolver enfermidades renais crônicas, segundo aponta a enfermeira.

A idade é um dos fatores de risco para as doenças renais crônicas, já que com o passar do tempo, os rins registram perda natural de suas funções. Outro fator é o uso crônico de antibióticos e anti-inflamatórios: “O cuidado com os rins é de extrema importância, pois a falha em seu funcionamento acarreta problemas como o agravamento da anemia e distúrbios na constituição óssea”, afirma Nascimento.

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Transplantes

Uma alternativa às diálises são os transplantes, feitos em Bauru pelo Hospital de Base (HB) desde 1986 e que também passarão a ser realizados pelo Hospital Estadual (HE) a partir de maio. Os transplantes são indicados para os pacientes com apenas 10% a 15% das funções renais.

O procedimento pode ser feito de dois modos: através de doador vivo, geralmente um parente próximo, ou de doador falecido, enfrentando a fila de transplante. “Em qualquer um dos casos deve haver compatibilidade, a sangüínea (sistema ABO) é determinante da possibilidade ou não do transplante. Porém, se existir também a compatibilidade genética (possível entre parentes próximos), a quantidade de medicamentos ministrada ao paciente é menor e o risco de rejeição também”, esclarece o nefrologista, Fábio Duarte Garcia.

No ano passado, o HB realizou seis transplantes, sendo cinco de doadores vivos e um de doador-cadáver. Desde que iniciou o procedimento, o HB já fez 126 transplantes. Em agosto de 2006, Bauru tinha 3 mil pessoas na fila pelo procedimento.

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