Bairros

Paradas, obras explicitam morosidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

As queixas dos munícipes quanto ao precário estado das vias públicas de Bauru crescem num ritmo inversamente proporcional às respostas da administração municipal. Duas obras paradas há meses, uma na Vila Falcão e outra no Parque Paulista, tornaram-se símbolos da morosidade dos trabalhos da prefeitura.

Na avenida Alfredo Maia, a instalação de tubulações de grande diâmetro por baixo da via, que começou em dezembro de 2006, ainda provoca transtornos para motoristas que trafegam por lá. O asfalto quebrado é uma ameaça aos veículos de quatro rodas e os motociclistas.

“A roda desliza bastante. Interditaram por duas semanas, depois largaram desse jeito. Já deu tempo (para reparar), mas são muito lentos. O pessoal passa pelo posto”, comenta o atendente Rodrigo Shimoide. Por enquanto, a pavimentação do estabelecimento ainda não sofreu danos.

“Mas se continuar assim, vai (ceder). Prejudicou o trânsito e o movimento do posto caiu pela metade. A cidade está abandonada”, diz o frentista Aparecido Lourenço. A lentidão na execução de trabalhos, no entanto, não é exclusividade desse governo, garante o agente de segurança Marcos Antonio Rodrigues. “Mas a população não vai se acostumar nunca, apesar de todos os motivos (alegados)”, ressalta.

No Parque Paulista, por exemplo, a administração municipal instalou galerias de águas pluviais em oito quadras, além de guias e sarjetas em mais duas. Mas demorou tanto para retomar as obras que terá de recuperar todo o trabalho já realizado, além de desentupir as bocas-de-lobo. “É desperdício de dinheiro público. Se chover forte de novo, a água leva (a casa)”, diz o aposentado Sebastião Eloi de Freitas.

No entanto, ficou livre do problema no início do ano justamente em virtude do trabalho realizado pela administração municipal. “Só não estou mais bravo por causa disso, mas está tudo muito largado”, comenta. Se antes era possível trafegar pela quadra 38 da avenida Cruzeiro do Sul tranqüilamente, a situação mudou.

Praça de guerra

As crateras no local se assemelham a uma praça de guerra. “Antigamente era mais fácil andar porque o solo estava batido. Isso aqui está horrível. Estamos isolados e abandonados”, acrescenta o operador de máquina Albert da Silva Cardoso, também morador do Parque Paulista.

O trecho danificado, no entanto, só será recuperado quando as equipes da Secretaria de Obras tiverem disponibilidade, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. No caso da avenida Alfredo Maia, a previsão é de que o recape seja feito na próxima semana.

De acordo com o órgão de comunicação da administração municipal, a equipe de pavimentação da prefeitura estava trabalhando nos núcleos Octávio Rasi, Geisel e Jardim Carolina.

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Perdidos

Conforme o JC já veiculou, muitos moradores foram tomados pelo sentimento de abandono depois que as regionais administrativas, situadas nos bairros, fecharam as portas. Grande parte deles não sabe ao certo qual órgão procurar para registrar queixas e reivindicações.

No caso de serviços de terraplanagem, tapa-buracos, pavimentação, instalação de guias, sarjetas e galerias de águas pluviais, a Secretaria de Obras deve ser acionada.

Os telefones de contato da pasta são (14) 3235-1070, 3235-1060 e 3235-1141. A secretaria fica na avenida Nuno de Assis, 14-60.

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